Para Escritores

Como escolher o título perfeito para o seu livro

Títulos são importantes. Uma das partes mais importantes do seu livro. Sua história pode ser a melhor coisa escrita desde a invenção do alfabeto, mas se não tiver um bom título ela pode nunca ser atraente o bastante para ser lida. Mas o que é um bom título? Na minha opinião é aquele que não engana o seu leitor, mas que também não entrega o jogo. É aquele que dá o tom do livro, que chama o leitor para sentar e ter uma conversa sem hora para chegar ao fim. Nesse artigo eu abordo os tipos mais comuns de títulos e como você pode escolher o seu a partir de um deles. Títulos sobre lugares No livro O Segredo do Best-Seller, os autores Jodie Archer e Matthew L. Jockers mapearam as características dos livros campeões de vendas nos últimos trinta anos e uma das características estudadas foi o título. Segundo o estudo, títulos referentes a lugares costumam funcionar, como por exemplo em O Morro dos Ventos Uivantes e Howards End. Usar o lugar onde a sua história se passa é uma aposta quase impossível de dar errado, mas, veja bem, esse lugar precisa ser o lugar. Ele precisa ser importante. Algo deve acontecer ali que seria diferente se ocorresse em outro lugar. Não é simplesmente um local qualquer. Tanto O Morro dos Ventos Uivantes quanto Howards Ends são propriedades na Inglaterra onde os conflitos se desenvolvem em torno delas ou por causa delas. Há histórias onde os locais são relevantes, mas não cruciais. Qualquer fã de Crepúsculo que se preze sabe que a história de Bella e Edward começa depois que ela se muda para Forks, a cidadezinha onde seu pai é xerife. Mas o ponto chave do livro é um vampiro se apaixonar por humana e não o fato da cidade chover o ano todo. Usar esse recurso cria conexão do leitor com o lugar. Ao fim da leitura ele se sente íntimo, próximo, como se conhecesse o local como sua casa. Títulos sobre eventos O Último Caso da Colecionadora de Livros e A Lua de Mel falam sobre eventos que aconteceram e depois disso o conflito foi criado. No primeiro exemplo, livros raros são roubados, esses livros pertenciam a uma mulher morta misteriosamente e essa mulher teve alguns amantes durante sua vida. Seu último caso culminou na sua morte. Em A Lua de Mel a protagonista reencontra um ex-namorado das antigas e eles decidem se casar alguns dias depois e passar a lua-de-mel na Grécia, onde se conheceram. O desafio da irmã da noiva é evitar que esse episódio repentino aconteça. Percebam que o evento foi o estopim para o desenvolvimento do livro, por isso ele merece destaque e funciona como um título que antecipa, sem dar spoiler, o assunto da narrativa. Títulos sobre personagens Sabe quando o protagonista não só é o principal agente da história como também carrega o livro nas costas? Nestes casos nada mais justo do que tomar seu nome emprestado para o título. Isso acontece em Inocência e e G., onde a narrativa é construída em torno deles e através deles. Geralmente são personagens que o leitor acompanha uma trajetória, uma mudança de vida, de comportamento, ou suas nuances psicológicas são bastante exploradas. Porém, mais comum do que livros serem publicados exclusivamente com o nome do personagem é virem com um complemento, como A Ilha do Dr. Moreau e Os Sofrimentos do Jovem Werther. Se a sua história tem um personagem impactante considere usá-lo para nomear o seu livro. Leia também 3 dicas para escrever bons personagens YA Títulos sobre papéis Na mesma linha do item anterior, títulos que evidenciam papéis, funções, ou profissões dos personagens criam uma expectativa imediata no leitor. Em O Segundo Caçador não há o nome do personagem, mas o que ele faz dentro da trama: ele caça alguém ou alguma coisa. E logo você se pergunta “O que ele caça?”, ou então “Quem é o primeiro caçador?”. No livro infanto-juvenil O Incrível Livro de Hipnotismo de Molly Moon você já supõe que Molly se interessa por hipnose e esse não é qualquer livro, é o incrível livro, então ele tem algo realmente de especial. O seu personagem tem algo que o qualifica como único? Ele tem uma profissão peculiar, um objeto, uma varinha, um cordão, um baú, um chápeu mágico? Ele vive uma condição ou está inserido em um contexto conflituoso como A Escrava Isaura? Observe se não é possível obter um ótimo título daí. Títulos sobre detalhes Meu primeiro livro, Cafés Amargos, se encaixa nesse tipo de título. Tomás é um escritor em bloqueio criativo e quando sua vida está em decadência seus cafés ficam ruins. O café é o termômetro da narrativa. Em Ouro, as ciclistas olímpicas Kate e Zoe estão sempre em busca do lugar mais alto do pódio, mas será que a medalha é realmente o mais importante? No fim da leitura você descobre que não. Os detalhes aqui são detalhes, mas não irrelevantes. Eles podem fazer parte da cena principal do livro, ou podem ser uma característica do protagonista ou de um personagem que mudou o rumo da história, ou pode ser ainda uma metáfora para o conflito. As possibilidades são muitas. Outra dica é dar prioridades para títulos com artigos definidos, como A Garota das Laranjas ou O Tempo Entre Costuras, porque de imediato confere especialidade ao substantivo que vem em seguida porque concentra o evento em torno de algo individual. Segundo O Segredo do Best-Seller, o artigo indefinido é interessante “quando o substantivo é tão incomum e específico que a generalidade do artigo indefinido empresta um sentido maior, mais universal ou metafórico. O uso do artigo indefinido amplia o potencial” (p. 176). Exemplos: Um Pouco Acima do Chão e Um Amor de Cinema. Você pode criar o seu título a partir de inúmeros aspectos, o objetivo desse artigo é apenas orientar você a considerar várias possibilidades dentro seu texto. Lembrando sempre que a função do título além de informar sobre …

Continue Reading
Para Escritores

Mostre, não conte: dicas para aplicar o conselho mais popular da escrita

Praticamente todo livro de escrita criativa que se propõe a dar dicas para elaborar uma narrativa vem com o famoso “Show, don’t tell”, ou “Mostre, não conte” ou “Não conte, mostre” ou a ordem que você quiser usar sem alterar o sentido. Essa técnica consiste em mostrar o que está acontecendo na cena em vez de simplesmente entregar os acontecimentos e roubar do seu leitor a maravilha que é absorver os eventos por si só. Você o conduz pela narrativa e deixa o resto com ele. Exemplo: em vez de dizer “Ana estava com fome”, diga “Ana sentiu um rebuliço no estômago causado pelas dozes horas que se passaram desde a sua última refeição”. É um recurso que enriquece o seu texto porque envolve o leitor na pele do personagem. Na minha opinião, é um exercício que requer prática, sensibilidade e criatividade, mas os benefícios para a narrativa são observáveis de primeira. Porém, por outro lado, não considero que seja unanimidade. Nem todas as cenas ou contextos encaixam com essa técnica. Às vezes, dizer “Ana ficou com medo” combina mais com o seu texto, sua história ou até mesmo seu estilo, do que “Ana sentiu o sangue esfriar nas veias”. Mas como o Show, Don’t Tell vai muito bem com a maioria das narrativas, hoje eu trouxe algumas dicas de como aplicá-lo: Não coloque suas observações pessoais “Ana calçou um sapato horrível e foi para a festa”. Horrível é uma opinião bem relativa, não acha? O que pode ser horrível para você pode não ser para o seu leitor. No caso de um narrador em primeira pessoa essa construção até pode funcionar, mas ainda é interessante mostrar porque o personagem acha o sapato horrível, para que os leitores possam tirar suas conclusões também. Você pode tentar dizer “Ana calçou um sapato cujos cadarços estavam sujos e a cor lembrava vômito de alguém com muita dor de barriga”. Conheça meus livros Faça comparações Um jeito muito bom de aproximar o seu leitor do que você quer dizer é fazendo comparações. “Ana apontou para o círculo de ouro que sustentava uma pedra brilhante como uma estrela num céu de verão. Era o anel mais bonito que já tinha visto na vida”. Seu leitor vai imaginar a intensidade do brilho pela comparação com a estrela. Use metáforas Assim como a dica anterior, usar metáforas ajuda o leitor a visualizar o que está acontecendo na cena. “O olhar engessado de Ana intimidou o rapaz” ou “O silêncio entre os dois era tão sólido que ninguém poderia passar entre eles sem sentir um incômodo obstáculo”. Explore os cinco sentidos Os cinco sentidos são um recurso relativamente fácil de usar pois estamos fazendo uso deles o tempo inteiro. Expressões sensoriais aproximam o leitor do personagem de um jeito mais “humano”. Mais do que simplesmente adjetivar você estará colocando um na pele do outro. Visão: “O livro manchado de gordura era sinal de que alguém já tinha estado ali”. Tato: “Ana sentiu a superfície áspera e soube imediatamente do que se tratava”. Paladar: “O gosto amargo na boca foi sua resposta íntima ao que acabara de ouvir”. Olfato: “As paredes estavam impregnadas com aquele cheiro de ovo frito na manteiga”. Audição: “A rouquidão nas palavras dele fez ela se lembrar de com quem estava falando”. Por que seu personagem é assim? Imagine que você decidiu que Ana é uma mulher egoísta e arrogante. Certo, agora mostre como Ana é egoísta e arrogante. Coloque-a numa cena recusando uma esmola mesmo estando com o bolso cheio de moedas, ou então se negando a todo custo a pedir desculpas mesmo tendo plena consciência que errou. Imagina que seu leitor está perguntando a você “Quem te disse que Ana é arrogante? Só acredito vendo”. Então mostre. O “Mostre, não conte” é um recurso poderoso para usar na sua escrita. Tente praticar em todos os textos que escrever daqui pra frente ou notar essa técnica nos livros que está lendo. Depois volte aqui e me conte o que observou. Ou me mostre. Faça parte da minha lista de e-mail e não perca nenhum conteúdo * indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

Continue Reading
Para Escritores

5 dicas para criar um bom conflito central

O conflito central é o ponto mais importante da sua trama, o motivo da sua história existir. Seu herói vai caminhar para lá e todo os outros personagens vão trabalhar para ajudá-lo ou atrapalhá-lo. Mas como saber se o conflito é empolgante o suficiente? Hoje eu trouxe 5 dicas para criar um bom conflito central e conferir valor para a história que você quer contar. 1. Um risco vencível Você não pode dar ao seu herói uma tarefa impossível de cumprir. Pode, e até deve, ser o mais difícil possível, mas ele precisa ter um jeito de vencer. E por risco eu não quero dizer exatamente um monstro de quinze cabeças, pode ser algo concreto ou abstrato, uma pessoa em carne e osso ou uma situação, um problema, um trauma, você é quem dá as cartas. No meu romance Café Amargos, o problema do meu personagem é o bloqueio criativo, e o risco é a escassez de recursos que vai aumentando conforme ele fica cada vez mais sem produzir nada. 2. Conflito claro Deixe seus leitores saberem o que o herói precisa fazer exatamente. Encontrar alguém desaparecido? Passar em uma prova? Voltar a cantar nos palcos? Correr atrás de um sonho distante? Superar a morte de alguém? Isso precisa estar definido desde o seu planejamento de escrita, e então tudo vai ficar mais claro não só no momento de escrever como quando seus leitores se debruçarem sobre a história. Tente fazer um resumo, em poucas linhas, daquilo que você escolheu para ser o grande obstáculo do herói. 3. Tente ser clássico sem ser clichê Aqui a criatividade entra com tudo. Que tal um conto de fadas onde o príncipe vai salvar a princesa e chegando lá ele é quem se vê em apuros e é salvo por ela? Ou que tal se em vez da mocinha tímida e o cara popular da escola o seu casal seja uma mocinha inteligente e um cara inteligente disputando quem se sai melhor na gincana anual? Ou ainda, se em vez dos seus personagens se odiarem no começo e se amarem no final, por que eles não se amam no começo e percebem, no final, que não são tão compatíveis assim? Em cima das narrativas já meio batidas dá pra criar coisas novas e bastante interessantes. Conheça meus livros 4. Conflito compatível com o gênero O que você observa nos outros livros do mesmo nicho que o seu? O que o público espera de histórias como a que você quer criar? Faça uma pesquisa nessa linha e veja o que vem sendo lido. Não para imitar, mas para se orientar melhor e ter uma perspectiva sobre o que o seu público alvo está esperando. 5. Coadjuvantes também são importantes Se a sua história tem personagens além do herói (e, na minha perspectiva, deve ter), dê atenção a eles, porque eles serão importantes na jornada. Personagens secundários ajudam a narrativa a caminhar (para o bem ou para o mal). Essas foram as 5 dicas para criar um bom conflito central e é interessante usá-las logo no seu planejamento inicial da escrita. Qual o obstáculo do seu herói?

Continue Reading
Para Escritores

3 maneiras de aumentar seu vocabulário

Profissionais que trabalham com produção textual, em especial escritores, precisam dominar não só as regras gramaticais (não é necessário ser nenhum PhD em português, mas é imprescindível ter um bom nível de conhecimento) como também ter um vocabulário diversificado à sua disposição. Um bom vocabulário não significa saber palavras difíceis, arcaicas ou rebuscadas, mas ter opções para usar no seu texto e deixá-lo mais rico. Aperfeiçoando o seu vocabulário você evita repetição de termos, expressões fracas e frases comuns, que podem dificultar a comunicação com o seu leitor. Por isso, aqui vão 3 maneiras de aumentar seu vocabulário e elevar o nível da sua escrita 1. Leia bastante Eu sei, parece que todos os artigos com dicas para escritores tem esse tópico. A explicação é simples: um escritor é antes de tudo um leitor! Quando você lê de forma habitual e constante você entra em contato com uma série de palavras e construções frasais que farão parte do seu repertório de forma consciente ou inconsciente. Com isso eu quero dizer que não precisa decorar todas as palavras novas, mas elas deixarão de ser estranhas para você e quanto mais você entra em contato com elas, mais elas farão parte do seu vocabulário. Por isso, leia bastante e leia todo tipo de texto. De revistas científicas a livros infantis, todo material escrito vai acrescentar algo a você. Leia também 10 coisas que ajudarão na sua carreira de escritor 2. Veja boas palestras e discursos Escolha um assunto que você gosta e procure por palestras nessa área. Geralmente, palestrantes têm um ótimo domínio da língua e estruturam seus discursos de forma bem organizada. É uma maneira diferente de aprender. 3. Leia dicionários Calma, não precisa sentar com um Aurélio no colo e ler de uma capa a outra – se quiser, pode, mas não deve ser muito divertido. Minha sugestão é que todos os dias você abra uma página e dê uma olhadinha em uma ou duas palavras novas. Veja o significado, os sinônimos e aplicações em frases e contextos. Você pode usar o velho e bom dicionário impresso, ou pode usar aplicativos. Eu, particularmente, gosto bastante do Aurélio e Dicio, e são os que eu uso na minha rotina. Ambos apresentam uma palavra diferente por dia na página inicial e você pode começar por aí. Conheça meus livros Como eu disse, não é preciso buscar as palavras mais incomuns para aprender ou sair decorando uma por uma, mas, de forma gradual, aumentar a sua bagagem pessoal de palavras e sair do lugar comum na hora de escrever seu texto. Você pode sim anotar as que achar mais interessante ou que poderia vir a usar. Eu faço isso mantendo uma listinha no OneNote, e de vez em quando dou uma olhada. São palavras que todo mundo já ouviu alguma vez na vida, mas que no dia a dia acabam por não vir à cabeça e podem melhorar o meu texto de alguma forma. Exemplo: servil, parcimônia, ternura, melindrado. Como está o seu vocabulário? Que palavras aprendeu nos últimos tempos e que de alguma forma ajudaram você a construir um texto melhor? Comente aqui e vamos trocar figurinhas de palavras (:

Continue Reading
Para Escritores

10 coisas que ajudarão você na sua carreira de escritor

Quem decide investir na carreira de escritor sabe que ela é construída com muito empenho, dedicação e amor pela profissão. Todos os dias buscamos nos aperfeiçoar, mostrar nosso trabalho e acreditar que ele fará a diferença de alguma forma. Pensando nisso, hoje eu trouxe 10 coisas que ajudarão você na sua carreira de escritor. Itens simples que você pode começar a colocar em prática agora mesmo. 1. Saiba descrever o seu projeto em poucas palavras Descrever o projeto em poucas palavras é dizer objetivamente sobre o que ele se trata. E para isso você precisa estar consciente de onde quer chegar com ele. “Estou escrevendo uma trilogia com personagens mitológicos”. “Meu livro é sobre organização financeira na vida universitária”. “Meu trabalho é criar uma série de cinco livros infantis voltado para crianças especiais”. Eu, por exemplo, poderia descrever meu projeto atual como um romance onde duas irmãs se desencontram por meio de uma fenda no tempo. Pode ser que não seja definitivo, que você mude o rumo das coisas no meio caminho, mas o importante é que quando perguntarem você saiba responder claramente do que se trata, e essa clareza é importante para prosseguir e finalizar seu projeto. 2. Encontre um apoiador Esse é um item difícil, eu sei. Não porque seja difícil ter um apoiador, mas porque esse é um gesto que não depende tanto de nós, certo? É algo que esperamos dos outros, mas não podemos obrigar ninguém a fazer. E como ter um apoiador? Conte para as pessoas o que você está fazendo. Para seus amigos, sua família, seu namorado (a), cônjuge, filhos, encontre no seu círculo uma mão para segurar a sua e te dar uma palavra amiga sempre que você precisar. 3. Tenha um leitor beta Um leitor beta é um leitor que vai ler a sua história, o seu texto, assim que ele estiver finalizado, mas antes de ser divulgado para o público. Sua função é dar uma opinião, uma crítica externa, e ajudar você a ver possíveis erros no texto. Um leitor beta geralmente não analisa a gramática, mas a estrutura do texto. A coerência, a congruência, a harmonia das ideias. Ele é responsável por ver coisas que talvez você como autor não tenha visto ou não consiga enxergar por estar em contato constante com o texto. Qualquer pessoa pode ser um leitor beta, um amigo, alguém da família, mas o ideal é que você encontre alguém do público alvo do seu livro e que tenha certa proximidade com a leitura em geral. Você também pode encontrar em contato com o Clube dos Betas, uma iniciativa muito bacana de um grupo que se reuniu e oferece esse tipo de serviço gratuitamente. Leia aqui 4 dicas para ser um escritor melhor 4. Um hobby para chamar de seu Encontre um ponto de distração na sua rotina. Filmes, esportes, leitura não acadêmica, competições de bola de sabão, crochê. Não importa o que seja a menos que funcione como um descanso para o seu corpo e seu cérebro. 5. Encontre um colega de profissão Escritor é, teoricamente, uma profissão solitária. É apenas você, o computador ou papel, e suas ideias. Mas quem disse que escritor não pode ter colegas de profissão e até mesmo confraternizações de fim de ano? Se existe mais de um escritor no mundo, eles podem se encontrar e construir uma relação profissional, amigável e muito enriquecedora, certo? Se ao seu redor não há escritores, procure na internet e se aproxime daqueles que estão na mesma jornada que você. 6. Tenha um mantra Um mantra é uma palavra ou frase que norteia você para um estado de espírito calmo e próspero. Embora tenha origem no hinduísmo, é possível alargar o conceito para várias religiões ou até mesmo para nenhuma. Basta ser um poema, uma frase, uma palavra, uma definição, um ditado popular, um versículo, qualquer coisa que você mentalize e sirva como ponto de referência e apoio na sua caminhada. 7. Evite distrações Se escrever é um ofício que você leva a sério, isso deve começar desde o momento em que você senta para escrever. Eu sei que nem sempre é possível organizar aquele cantinho calmo, silencioso e produtivo, mas o que você puder fazer para manter o foco, faça. Desabilite as notificações, puxe o cabo da internet, compre um abafador de ruídos, concentre-se. 8. Seja ativo na prática da escrita Imagine um atleta de olímpiadas, um maratonista. Ele sabe que tem apenas uma chance a cada quatro anos de estar nessa competição e ganhar uma medalha, mas será que seu treinamento começa apenas um ano, alguns meses antes? Não. Ele treina diariamente, de modo profissional e dedicado. Assim precisa ser o escritor. Ter disposição para praticar todos os dias, ou sempre que puder, independentemente do tempo. Quinze minutos por dia é melhor do que nada. Um dia na semana é melhor que a semana inteira sem produzir. Uma linha e você já está mais longe do que estava antes de começar a escrevê-la. Escreva. 9. Compartilhe seu trabalho Não tenha medo dos feedbacks. Se você quer construir o seu público, compartilhe seu trabalho. Tenha uma plataforma de autor, seja uma página do Facebook, um blog, ou um perfil no Medium, mas tenha um espaço para publicar seus textos, seus contos ou seus poemas. E envie para os amigos, compartilhe nas redes sociais, prepare o terreno para quando sair aquele seu trabalho que você está preparando com tanto carinho. Pense que ao ir alimentando seu público aos poucos, ele estará familiarizado com a sua escrita quando você publicar aquele lançamento tão aguardado. Baixe gratuitamente meu livro Cafés Amargos 10. Faça parte de uma comunidade de escritores Esse item é muito parecido com o item 5, mas aqui você vai além de um simples colega de profissão porque você se insere em uma comunidade diversificada, criativa, empenhada, e aprende muito com ela! Vai por mim, uma das melhores coisas que um escritor pode fazer é participar de um grupo onde as pessoas discutem …

Continue Reading
Para Escritores

4 dicas para ser um escritor melhor

Muitas são as técnicas para tornar a nossa escrita mais fluida, mais clara, mais atrativa, e mais organizada. Mas será que é apenas disso que o escritor precisa para se reconhecer como escritor? Nesse post há quatro dicas para você ser um escritor melhor e trabalhar o lado mais humano da escrita 1. Tenha disciplina Okay, eu sei que esse é um velho conselho, mas funciona! A disciplina é a chave para executar desafios, porque é através dela que cumprimos nossas metas e metas são passos para atingir objetivos. Por isso, comece definindo uma meta de escrita. Pretende escrever todos os dias? Estabeleça um número de palavras. Quer finalizar aquele projeto guardado na gaveta? Organize suas ideias e monte um passo a passo. O importante é começar a trilhar um caminho, assim fica mais fácil ver por onde você está indo. E por falar em desafio, desafio e recompensa formam uma ótima dupla! Pense em algo que tire você da zona de conforto e dê um prêmio a si mesmo quando conseguir. Se você não está acostumado a escrever poesias, por exemplo, que tal arriscar algumas estrofes? 2. Não se compare Isto é um erro! Busque se inspirar em outros escritores que você admira, mas jamais compare a sua produtividade, seu talento ou suas conquistas. Cada um tem a sua jornada, e em vez de medir o seu avanço pelos outros, meça por você mesmo! Veja de onde já veio e como se aperfeiçoou. Tudo foi para o seu crescimento. 3. Busque inspirações Siga seus escritores favoritos nas redes sociais, acompanhe seus blogs ou sites, ouça suas dicas e aprenda coisas novas com aquela pessoa que te desperta ainda mais para escrita. Também leia seus livros preferidos e outros novos também. Desbrave gêneros desconhecidos, narrativas interessantes, pontos de vista diferentes. Encontre sua voz. 4. Faça parte de uma comunidade de escritores Nada mais aconchegante e produtivo que estar junto de pessoas que entendem você, não é? Procure por grupos de escrita no Facebook, no Telegram, ou no WhatsApp. É uma ótima oportunidade para trocar conhecimento, pedir e dar feedbacks, e também fazer amigos! E acima de todas essas dicas, tenha confiança! Acredite em você e nas suas capacidades e logo isso renderá frutos para você ser um escritor melhor. Boa escrita!

Continue Reading