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Qual a diferença entre análise literária e crítica literária?

Você não precisa ser nenhum acadêmico das Letras para já ter ouvido falar nesses dois termos por aí. Mas qual a diferença entre análise literária e crítica literária? São a mesma coisa com nomes diferentes? Um é o termo chique do outro? Vem que eu te explico bem rapidinho. Análise Literária A análise se preocupa em entender a forma e o conteúdo da obra. Um livro pode ser analisado sob vários ângulos, como, por exemplo, a Filosofia ou a Sociologia, ou ainda a Teologia. Você pode pegar A Metamorfose, de Kafka, e analisá-lo a partir de alguma corrente filosófica ou psicanalista, ou ler O Retrato de um artista quando jovem à luz de uma doutrina religiosa. A Análise Literária seria então uma interpretação mais aprofundada de um texto. Leia também 3 dicas para escrever todos os dias. Crítica Literária Já a Crítica faz uso do elemento pessoal, de um juízo de valor que o crítico irá emitir sobre a obra literária. A crítica costuma influenciar a opinião do público e às vezes pode até mesmo ser responsável por alavancar a popularidade de um livro – ou destruí-la.  Um crítico literário de que gosto muito é o Cristóvão Tezza, suas críticas há muito tempo vêm sendo publicadas em jornais de renome pelo país. A Análise Literária e a Crítica Literária podem andar próximas, embora não possam se confundir. Podemos dizer que a primeira está mais alinhada com interesses acadêmicos enquanto a segunda com interesses comerciais ou editoriais.  De qual livro você gostaria de ler a análise e a crítica literária?

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Como encontrar o leitor ideal para o seu livro

No decorrer da escrita de um livro podemos nos questionar se a nossa história vai agradar. Mas agradar a quem exatamente? Essa é a pergunta que pode fazer a diferença na hora de alcançar o seu público. Encontrar o leitor ideal, aquele que ao ler o seu livro vai sentir como se houvesse sido escrito para ele, pode ser feito por meio de uma técnica de marketing bem conhecida: a criação de um avatar. O que é um avatar? O avatar é um personagem fictício que servirá hipotéticamente como o seu leitor ideal. Ele deve ter características como nome, idade, profissão ou formação escolar, preferências pessoais, localização, idade, e quantos mais detalhes você puder atribuir a ele. Vamos pensar em uma comédia romântica cujos personagens principais são asiáticos. Quem você acha que irá se interessar mais pela história? Uma garota que assiste a doramas e é apaixonada pela cultura asiática ou uma garota que adora livros policiais e se interessa pelos países nórdicos? Leia também Como se destacar como autor independente A criação de um avatar serve para que ao escrever você pense no que exatamente pode agradar o seu leitor ideal. Isso não impede que outras pessoas, pouco ou nada parecidas com o seu avatar, se interessem pela narrativa, mas que leitores com aquelas características tenham uma chance maior de ler o seu livro. Como criar um avatar? Você pode dar características bem gerais ao seu avatar, mas quanto mais detalhado, melhor. Use as perguntas a seguir para construir o seu leitor ideal: Nome?Idade?Gênero?Estado civil?Tem filhos?Quais as idades dos filhos?Profissão?Qual a classe social?Qual a formação acadêmica?Onde nasceu?Qual o posicionamento político?Tem religião? Qual?Quais seus medos?Quem são suas inspirações?Qual o livro preferido?De quais filmes gosta?Que músicas ouve?Quais seus passatempos?Gosta de esportes? Quais?Gosta de arte?Quais lugares já visitou ou gostaria de visitar?Quais suas fontes de informação?Quais valores defende?O que lhe causa sofrimento?O que consome na internet?Usa redes sociais? Por que leria o seu livro?Qual opinião terá ao ler a sua história? A partir dessas respostas (você pode criar outras perguntas), você terá construído um leitor que se identificará com a história que você está escrevendo. O livro Ouro (Chris Cleave), por exemplo, é ambientado em competições esportivas e os personagens principais são atletas profissionais de ciclismo. Pense em como um ciclista deve ter gostado de ler essa história! Um avatar é absolutamente necessário? Na minha opinião não. Vários escritores obtiveram sucesso sem um avatar, e a criação de um pode engessar o processo de escrita se ao pensar tanto no que agrada o leitor ideal você deixar de aplicar a criatividade pessoal. Pode culminar nos famosos livros clichês. Um avatar é útil quando você não sabe por onde começar, ou não sabe que tipo de linguagem usar (pense: se você escreve para um público adolescente, escrever personagens com problemas de adulto pode desinteressar os seus leitores) ou ainda quando não quiser arriscar uma narrativa muito fora do que o seu público já está acostumado a ler (pense: é muito mais fácil escrever um romance clichê que funciona, do que escrever sobre ficção científica). O importante é que a partir desse pequeno guia você saberá como encontrar o leitor ideal para o seu livro, aumentando as chances de que a sua história seja lida pelas pessoas que você quer que leiam. Gostou do meu conteúdo? Inscreva-se e não perca nenhuma novidade. indicates required Email Address *

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3 textos que você pode escrever antes de escrever ficção

Em geral, muitas pessoas alimentam um desejo de escrever um romance, mas nunca delinearam um personagem, estruturaram uma narrativa ou descreveram uma cena. É uma atividade que exige dedicação, prática e estudo, mas não significa que você deva começar, necessariamente, por aí. Neste artigo eu sugiro 3 textos que você pode escrever antes de escrever ficção. Artigos opinativos Escolha um tema que você domine em alguma medida, ou sobre o qual tenha uma opinião bem fundamentada, e escreva sobre ele. Apresente seu ponto de vista, destrinche seus argumentos ou apresente uma solução, se o tema for um problema. Você não precisa publicar e nem mesmo divulgar para as pessoas perguntando se elas concordam ou discordam, apenas escrever. Exercite sua escrita, observe o seu vocabulário e teste seu domínio da gramática. Tudo isso será de muita utilidade na hora de escrever ficção. Leia também 5 lições para escritores Crônicas Uma crônica geralmente é um episódio capturado do cotidiano e acrescido de alguma reflexão ou final cômico. A ideia aqui é pegar algo do seu dia a dia e tomar como ponto de partida. Ainda que você tenha a rotina mais normal do mundo, certamente tem algo de interessante para contar do ponto de vista literário.  Aprimore seu olhar poético e arrisque alguns parágrafos. Você sempre pode se inspirar nos melhores, como Fernando Sabino. Notícias Não importa se você não é jornalista e nunca ouviu falar de uma técnica de escrita jornalística, apenas observe um fato e conte o que aconteceu, quando e com quem. Não se alongue em detalhes desimportantes, foque na informação principal e exercite o poder de síntese. Escrever textos de não ficção pode funcionar como ponto de partida para destravar o bloqueio do escritor que se sente pressionado em escrever cenas e criar personagens. É possível que passear por outros estilos traga um ânimo novo ou apenas sirva como um exercício, vale a pena tentar. Quais dos 3 textos que você pode escrever antes de escrever ficção você escolheria? Gostou do meu conteúdo? Inscreva-se e não perca nenhuma novidade. indicates required Email Address *

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3 dicas de como deixar seu personagem coadjuvante mais interessante

O personagem coadjuvante é aquele que colabora com a narrativa de maneira secundária, às vezes ajudando o herói, às vezes atrapalhando, e às vezes ocupando uma posição neutra, mas que de algum modo contribui para o andamento da história. Contudo, isso não significa que ele precisa ser montado de qualquer jeito. Você pode usar artifícios para deixá-lo marcante. Confira 3 dicas de como deixar seu personagem coadjuvante mais interessante. Quando pensamos em personagens secundários, podemos cair no erro de pensar em um personagem sem personalidade, ou, em outras palavras, “sem sal”. Mas pense no quanto você desperdiça potencial ao não pensar no coadjuvante como uma figura que merece ser delineada com capricho tanto quanto o principal. O que muda, claro, é o papel e a importância que eles terão na história. Um amigo improvável Na série de TV Gilmore Girls (2000-2007), Paris (Liza Weil) é uma garota antipática e competitiva que decide infernizar a vida de Rory enquanto aluna novata da turma. Anos mais tarde, na faculdade, as duas não só viram colegas de quarto como tornam-se melhores amigas.  Esse é um bom recurso de como você pode dar uma reviravolta no personagem, transformando-o de um possível rival para um bom companheiro do herói em vez de tratá-lo como amigo desde o início da história. Leia também 4 dicas para ser um escritor melhor Um inimigo inesperado O oposto também é possível. De repente, o amigo do mocinho pode se bandear para o outro lado, seja por uma vingança, por inveja ou por ter se decepcionado com alguma atitude do herói – o seu personagem não precisa ser perfeito, todo mundo erra! Características especiais No livro Grandes Esperanças (Charles Dickens), a sra. Havisham é uma mulher que foi abandonada no altar, e para manter sua mágoa viva e às vistas de todos, decide deixar tudo como no dia em que seria seu casamento. A decoração, o bolo e até mesmo seu vestido de noiva, tudo fica intacto por anos. Ao ler esse grande clássico de Dickens, a figura da sra. Havisham torna-se marcante pela característica do exagero, e é impossível se esquecer dela ainda que a história de Pip, o protagonista, seja cheia a principal e cheia de reviravoltas. O seu coadjuvante pode ter uma história própria que faça a diferença na experiência do leitor ou pode possuir um traço físico, um hábito ou um objeto que seja individual e único. Quais das 3 dicas para deixar seu personagem coadjuvante mais interessante você mais gostou ou já aplicou em uma de suas histórias? Como leitor, qual personagem secundário ficou marcado na sua memória? Deixe nos comentários. Gostou do meu conteúdo? Inscreva-se e não perca nenhuma novidade. indicates required Email Address *

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5 dicas para escrever seu primeiro livro

O sonho do primeiro livro pode parecer menos assustador se você dividir essa jornada em etapas e pensar em cada etapa por vez. Primeiro, a ideia, depois, a escrita, em seguida a revisão e, por fim, a publicação. Parece mais simples olhando assim, não? Para esmiuçar ainda mais,s, neste artigo você verá 5 dicas para escrever seu primeiro livro. 1. Tempestade de ideias Dificilmente, a história irá cair pronta no seu colo. O mais comum é que ela surja como uma ideia, às vezes nebulosa, ou, com sorte, bastante específica, mas um livro não se faz só uma com uma ideia em abstrato, ele se desenvolve a partir do desdobramento dessa ideia. Para isso, você precisará saber o que vai acontecer, com quem vai acontecer, em que tempo e quais as suas consequências, pelo menos para começar a estruturar o esqueleto da sua narrativa. Não tenha medo de se abrir às possibilidades. Você pode anotar tudo que vier à cabeça e deixar sua criatividade fluir. Quanto mais ideias aparecerem, outras mais surgirão, e, no fim, caberá a você selecionar o que cabe e não cabe no seu livro. 2. Pesquisa É mais seguro e confortável que no primeiro livro você escreva sobre um assunto que lhe interessa. Jogos digitais? História? Cultura de um determinado país? Partir de um tema conhecido lhe dará a familiaridade que você precisa para destravar, o que não significa que seu livro não precisará de uma pesquisa, ainda que não seja tão aprofundada, mas que fará diferença, pois um bom livro também é bem construído nos detalhes. Se, por exemplo, você trabalhará uma narrativa que acontece há vinte, cinquenta, cem anos, pesquise não apenas sobre a tecnologia ou roupas da época, mas como era a cidade, se já existia determinada rua ou prédio, como as pessoas falavam, quais eram as gírias, os filmes e músicas do momento. Esses elementos aparentemente inservíveis servirão para evitar furos ou inverossimilhança. Leia também 3 dicas para escrever bons personagens YA 3. Bloqueio Alguns dias serão fantásticos, outros nem tanto. Não é raro o escritor passar por momentos em que não saberá como concatenar um evento ao outro, como inserir ou retirar algum personagem, ou até mesmo julgar a qualidade do seu texto como bom ou ruim. Em fases assim, não se desespere e apenas continue a escrever, do jeito que conseguir. A primeira etapa da escrita é apenas você contando a história a si mesmo, como diria Hemingway. Não se cobre tanto em um primeiro momento. 4. Simplicidade Menos é mais. Procure enriquecer o seu vocabulário e investir em boas construções frasais e ritmo de texto, sem pensar que isso significa rebuscar sua escrita e deixá-la beirando o arcaísmo. Não use uma palavra difícil se uma simples é suficiente. 5. Paciência Seu livro não ficará pronto na primeira versão. Só Deus e você sabem quantas reescritas e novas versões serão necessárias até ele ficar adequado para ser publicado. Isso levará tempo e requisitará paciência e perseverança. Muito provavelmente você lerá seu texto dezenas de vezes até que ele esteja no tom, na medida e no volume certo.  Atenção! Busque um bom nível de qualidade, mas não fique refém do perfeccionismo. Dê um tempo entre as releituras ou peça ajuda a um bom crítico para que você possa se distanciar do texto e ver o que não tem sido visto. Ajustes, cortes ou acréscimos serão necessários, mas não tenha medo, ficará bom! Essas foram as 5 dicas para escrever seu primeiro livro, e lembre-se que quanto mais o tempo passa e mais você pratica e se aperfeiçoa, melhor ficarão os seus textos. Não desista e recomece sempre que necessário. Gostou do meu conteúdo? Inscreva-se e não perca nenhuma novidade. indicates required Email Address *

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3 problemas que todo escritor iniciante enfrenta

1. Você acredita que pode ser escritor, mas as outras pessoas não Quando iniciamos um novo projeto pode bater aquela vontade de compartilhar sobre ele com as pessoas mais próximas, mas nem sempre ouviremos delas uma resposta motivadora. Nem sempre elas farão por mal, às vezes é desconhecimento do assunto ou apenas um desejo de querer o melhor para você – ainda que elas não saibam exatamente o que é melhor.  Algumas ações que podem fazer a diferença nesse caso: 2. Você escreve, mas ninguém lê Esse é um ponto muito comum entre escritores iniciantes e a dica que eu posso dar a você, é: não seja o chato do “Lê meu livro!”. Da mesma forma que ninguém gosta daquele vendedor que fica atrás do cliente oferecendo cartão, ninguém gostará que você fique empurrando o livro, ou os seus textos, goela abaixo. Isso não quer dizer que você não possa divulgar links, ofertas, etc, para as pessoas, só tenha bom senso e tome o cuidado de não intimidar ninguém. Lembre-se: ninguém é obrigado a ler nada do que você escreve, seu papel é ser tão bom que as pessoas, naturalmente, terão o desejo de ler. Leia também Resumir e construir cenas: qual a diferença e como usar da maneira certa no seu texto 3. Você tem medo de publicar As duas questões acima somadas a outros fatores podem acentuar uma questão que todo escritor já tem dentro de si: o medo de não publicar. Entenda, isso é perfeitamente normal, o que não é normal é isso te paralisar para sempre. É totalmente compreensível que no começo você não esteja seguro para publicar e queira esperar lapidar mais os seus textos antes de sair divulgando por aí, mas tenha empatia e paciência consigo mesmo para criar coragem de publicar ainda que não esteja perfeito.  Escreva com habitualidade, leia bastante e revise o máximo que puder, até sentir que chegou na melhor versão do seu romance, conto ou crônica. Se possível, peça para alguém ler, como um teste, e ouça o que aquela pessoa tem a comentar. Se ainda assim tiver medo, vá com medo mesmo. O próprio tempo, aliado à prática, se encarregará de melhorar a sua escrita. Se esperar escrever uma obra-prima para publicar, demorará um bocado para começar a colher os frutos. Você é um escritor iniciante? Algum desses medos faz parte da sua vida? Quais os outros receios que incomodam e atrapalham a sua carreira? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como aperfeiçoar o seu estilo de escrita

Você saberia reconhecer um texto não assinado do seu autor favorito? Saberia ver um poema, um romance ou um conto e identificar particularidades de quem o escreveu? É incrível quando um escritor consegue chegar em um nível de lapidação da sua escrita que o leitor dificilmente o confundirá com outro. Mas como conseguir isso? Não podemos ter certeza sobre o que cada autor fez para chegar lá, mas podemos praticar algumas ações e aperfeiçoar nosso estilo de escrita a cada dia. Confira algumas delas: Conheça o Caderno de Exercícios – Cenas Estilo de escrita é repertório e experiência Você não pode fazer uma salada de frutas muito bonita com apenas uma fruta só, assim como você dificilmente terá uma escrita sólida sem leitura e, mais do que isso, sem leituras diversificadas. Tendemos a copiar, ainda que de modo inconsciente, as estruturas textuais com as quais entramos em contato. Se lemos muita coisa de um estilo só nos acostumamos com aquele vocabulário e aquela forma de escrever. Eu sugiro que você tenha uma rotina de leitura variada, sem ignorar, principalmente, os clássicos literários. A partir daí, mantenha a prática de escrita em dia, ainda que você não esteja trabalhando em nenhum livro no momento. Escreva contos, crônicas, poemas, textos avulsos ou até mesmo mantenha um diário. O importante é colocar o seu repertório para fora. Como aperfeiçoar nossa voz de escritor? A voz do escritor é a maneira como ele expressa sua percepção sobre o mundo. Se temos o imaginário limitado – ou seja, se nosso repertório é pequeno – essa percepção tende a ser também limitada. Vemos o mundo como todo mundo vê, sem maiores reflexões e tendendo ao senso comum. Isso se reflete na escrita. Amplie seu escopo de referências. Quem aqui nunca leu livros que são mais do mesmo? Leia também O que eu aprendi lendo O Zen e A Arte da Escrita Você pode contar uma história exatamente igual a tantas outras, mas se a sua base, a sua voz e o seu imaginário forem expandidos, suas histórias também serão. Seu estilo pode estar fora da zona de conforto Eu sempre tive bastante dificuldade em escrever contos. São tipos de textos que pedem mais objetividade e sucintez, enquanto eu era habituada a desenvolver demais as minhas narrativas. Quando decidi arriscar um ou outro conto vi que isso me ajudou a ser mais direta nos romances; eu não perdia mais tempo contando o que não era necessário. Sair da zona de conforto e enveredar por outros tipos de texto ajuda a ter uma visão externa do seu próprio estilo. Você passa a pensar e criar de maneira diferente porque precisa se adaptar, e quando volta a escrever o que está acostumado percebe uma escrita menos automática. Faça isso de vez em quando. Conheça meus livros Boa escrita é também dedicação Eu costumo pensar que escrever é organizar da melhor maneira possível as palavras que já existem por aí. Se você abrir um dicionário está tudo lá, você não precisa inventar mais nada, apenas se dedicar para colocá-las em uma ordem que faça sentido e ofereça beleza para o autor. Observe escritores como Murakami, um autor cujos livros têm um vocabulário comum, sem muitos enfeites, mas que está disposto de uma maneira que faz a leitura fluir como água em um riacho de interior. Essa habilidade é fruto de um talento alinhado à prática. Você consegue montar melhores estruturas de texto lendo mais e ampliando as bases de onde vêm as suas ideias. Ao escrever e revisar preste atenção em cada palavra e no que ela quer dizer naquele lugar onde você a colocou. Encare o texto como uma possibilidade de combinações que podem dar mais ou menos certo conforme você se dispõe a mudar os elementos de lugar. Estude gramática, vocabulário e literatura, e jamais se acomode. Sempre é possível escrever um texto melhor que o outro. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como encontrar leitores para o seu livro

Após o árduo processo de escrever, revisar e publicar um livro, vem talvez a parte mais difícil: encontrar leitores. A má notícia é que eles podem não vir e você se frustrar, a boa é que essa etapa não é a última a ser cumprida, na verdade ela é uma das primeiras e uma vez que você começa a executá-la não pode parar. Você deve estar sempre em busca dos seus leitores, esteja escrevendo ou não. Mas é bom que esteja. Como encontrar leitores para o seu livro: Nem todo mundo quer lê-lo E isso é bom! Pense comigo. Cada leitor tem uma ou mais preferências de leitura. Há aqueles que leem de tudo um pouco, mas não o mais comum, então imagine ter que agradar a todos com a sua história? Pense em como seria difícil mesclar em uma mesma narrativa romance, suspense, comédia, drama… é muita coisa, não? Concentre seu livro em torno de um gênero e preocupe-se em deixá-lo bom ali mesmo. Conheça o Caderno de Exercícios – Cenas Seja próxima dos seus possíveis leitores Não tem para onde correr, no mundo moderno ninguém sai vendendo livro de porta em porta. Em vez disso, você usa um perfil no Instagram para se comunicar com as pessoas e isso é uma mão na roda, vamos combinar. No seu perfil vá alimentando um relacionamento com seus seguidores, ainda que a maior parte deles seja de amigos ou familiares. Fale um pouco sobre você, sua rotina, o que você está escrevendo, porque pensou naquela história, quais são suas dificuldades e inspirações. Deixe que as pessoas conheçam você pois isso gera confiança e reconhecimento. Ninguém se interessa muito pelo livro de um desconhecido. Leia também Como escrever boas cenas Conheça bem o seu livro antes de colocá-lo em jogo Vamos por partes nesse ponto.  Quem gostaria de ler o seu livro? Seja específico. Exemplo: Se eu escrevo um romance adolescente, bem mamão com açúcar, quem tem mais chance de ler? Sr. Arnaldo, que assiste futebol aos domingos e lê jornal impresso ou a Dandara, no segundo ano do ensino médio ouvindo k-pop nos fones de ouvido? Uma vez que você sabe quem pode se interessar pela sua história, você sabe para quem vender. Qual o gênero e o tema?  Por tema nós podemos entender como uma questão em torno da qual a história gira. Quais são os outros livros e autores inseridos na mesma faixa que a sua? Veja, podemos perceber que Crepúsculo e Harry Potter são histórias que envolvem personagens fantásticos e cujo público majoritário são crianças e adolescentes. Da mesma forma que é natural ver Jane Austen e Charlotte Brontë como autoras próximas em termos de público e gênero porque ambas escrevem sobre famílias, relacionamentos e conflitos de classe na Inglaterra. Por que isso importa? Para você saber como se comportar diante da concorrência. Imagine o seu livro em uma livraria disputando a atenção do leitor. Como você vai se destacar? Pelo título? Sinopse? Capa? Pela sua “fama” online? Como os outros autores estão vendendo? O que os escritores de sucesso fazem? Lembre-se que os leitores do segmento que você escreve já estão definidos e procuram por livros semelhantes. Quem gosta de histórias fantásticas está sempre em busca de histórias fantásticas. Por isso observe e imite as melhores práticas que mais servem para você. Conheça meus livros Encontrando os leitores Agora que você já sabe onde procurar e como se aproximar dos seus leitores é hora de estabelecer de vez uma conexão firme e duradoura. Essa é a hora em que você estende a mão e pede licença para mostrar a que veio. Esteja onde os seus leitores estão. Se eles gostam mais do Twitter, vá para lá, se gostam mais dos bons e tradicionais blogs, capriche no seu. Se os grupos do Facebook estão em alta, crie um atrativo o bastante. Não é necessário estar em um só lugar, mas esteja em peso naquele onde seus leitores podem ser encontrados em maior número. Uma outra boa estratégia é fazer parcerias com outros blogs, perfis, podcasts ou canais do Youtube que você já notou que são acompanhados pelo seu público leitor. Exemplo: se o seu livro é um romance, que tal uma parceria com algum canal que trate sobre relacionamentos? Pessoas que querem viver um grande amor certamente se interessam por esse tipo de narrativa. Como eu disse no início do artigo, encontrar leitores é uma atividade a ser desenvolvida ao longo de toda a sua carreira de escritor. Assim como você tem um pé atrás para ler livros de autores desconhecidos, seus possíveis leitores também têm. Por que você acha que livros de celebridades vendem tanto? Porque eles estão sempre aparecendo e criando conexão com o público. Você pode não ter a menor ideia do talento literário do seu artista favorito, mas se ele lançar uma autobiografia você certamente vai se sentir atraído a ler. Então, prontos para levarem seus livros a todos os leitores? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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5 ideias de personagens para o seu livro

Alguns escritores quando recebem uma ideia do universo já a recebem prontinhas, com enredo, personagens e final decidido, só no ponto de colocar no papel. Outros têm aquele estalo no seu formato bruto e com o tempo vão lapidando. E há ainda aqueles que, em qualquer tempo ou circunstâncias, esbarram em uma boa ideia que precisa de um ou mais personagens para ficar pronta. É o seu caso? Aqui estão 5 ideias de personagens para o seu livro. Homem, 30 anos, mora sozinho, não gosta de animais e nem é muito simpático. Trabalha como motorista do caminhão de lixo da cidade e odeia seu emprego. Tem uma namorada que não é muito bonita, mas é uma boa companhia. Ele a conheceu em um bar de periferia que costuma ir aos fins de semana. Recebe uma ligação da mãe pelo menos a cada dez dias, sempre pedindo que ele volte a falar com o irmão, com quem rompeu relação há cerca de cinco anos. Seu sonho é ter a sorte de enriquecer de repente. Sugestão de nomes: Mário, César, Alfredo, Constantino, Paulo. Conheça o Caderno de Exercícios – Cenas Mulher, 28 anos, filha adotiva de pais amorosos, solteira, insatisfeita com o cargo de supervisora de segurança em um prédio comercial. Anseia por uma promoção há tempos, mas seu trabalho não parece ser valorizado. Terminou um noivado recente após descobrir uma traição e engordou vinte quilos depois disso. Tem uma irmã cujo marido é amoroso e dono de uma rede de supermercados. Os dois esperam um bebê. Sugestões de nomes: Cassandra, Amélia, Bárbara, Cíntia, Patrícia. Leia também Como escrever boas cenas Mulher, 16 anos, pai envolvido com o tráfico de drogas e mãe falecida há alguns anos. Cuida do irmão caçula enquanto divide o tempo com os afazeres da escola. Sonha em trabalhar em navios, mas quando surge uma oportunidade na prostituição sua vida toma outros rumos. Sugestões de nomes: Bianca, Iara, Lívia, Dália, Viviane.  Mulher, 55 anos. Casada há 30 anos, leva uma vida comum ao lado do marido. Na juventude fazia aulas de canto porque queria ser cantora de ópera, mas a vida a levou por outros caminhos. Guarda lembranças dessa época e coleciona discos de artistas que sempre admirou. Sente que o tempo está passando enquanto ela vive de nostalgia. Sugestões de nomes: Ágata, Marisa, Elizabeth, Esmeralda, Georgia. Baixe gratuitamente O Guia Prático para Criação de Personagens Homem, 40 anos. Chefe de polícia de uma cidade do interior, está acostumado a lidar com pequenos casos sem gravidade. Divorciado após a esposa descobrir um filho fora do casamento, ele tenta reatar a relação enquanto vive em um quarto e sala com a única companhia do seu velho cachorro. Sugestões de nomes: Humberto, Silas, Ronaldo, Jerônimo, Aldir. Percebam que cada personagem carrega uma ideia de desenvolvimento de sua própria história. Caso você esteja em busca de inspiração, sinta-se à vontade para escrever a partir das 5 ideias de personagens para o seu livro. Mas se o que você precisa é de uma figura para encaixar em um enredo já pronto, você pode adaptar as sugestões conforme a sua narrativa. Aproveite e boa escrita! Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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5 características de um bom conto

O conto é uma narrativa mais curta que se concentra, geralmente, em torno de um evento e de poucos personagens envolvidos. Costuma ser a porta de entrada para escritores de ficção e é uma ótima maneira de praticar enredos, uma vez que o ciclo da narrativa se encerra em poucas linhas e não é necessário se aprofundar além do necessário. É um texto que vai direto ao ponto e por isso se torna atraente para tantos leitores. Veja 5 características de um bom conto. 1. Chama atenção nas primeiras linhas Por natureza, o conto é objetivo. Isso não significa ser superficial, mas ter ciência que o leitor espera saber logo “qual é a do texto”. Não perca muito tempo enrolando ou dando descrições desnecessárias. Leia o início do conto A Cartomante, de Machado de Assis. “HAMLET observa a Horácio que há mais causas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras”. Conheça o Ebook Caderno de Exercícios Cena Veja quanta coisa o autor já contou em duas frases. Em poucas palavras o leitor já sabe que uma moça chamada Rita foi à cartomante e alguém está rindo dela por causa disso, provavelmente por ceticismo à atividade. 2. Desperta a curiosidade do leitor Ora, se o conto já me introduz de prontidão na história, é esperado que eu siga a leitura para saber o desenvolvimento da narrativa. Mas como o escritor pode prender a atenção do leitor a este ponto? Eu, pessoalmente, gosto de começar logo a trabalhar o conflito ou preparar o terreno de forma clara, para que o leitor sinta que algo vem aí e é bom ele continuar lendo. Leia também Como conectar a história ao leitor 3. Prioriza a ação Como eu disse, evite trechos desnecessários e detalhes que podem ser suprimidos. Parta para a ação e faça as coisas se movimentarem. Bons contos nos dão a sensação de que estamos vendo a cena ao vivo em vez de sentados ouvindo alguém contá-la. 4. Mostra mais do que conta Isso é possível diminuindo a quantidade de objetivos e ilustrando as cenas com mais vigor. Observe mais um parágrafo de A Cartomante, com alguns trechos destacados. “Camilo quis sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura; mas a batalha foi curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato se acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados, pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos, sem padecer nada mais que algumas saudades, quando estavam ausentes um do outro. A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas”. São trechos que deixam o texto mais vivo e dinâmico. Conheça meus livros 5. É conciso Conciso: reduzido ao essencial; em poucas palavras (diz-se de escritos, ideias, discurso etc.); preciso, sucinto, resumido. O ideal é que tenha poucos personagens e que deles não seja mostrado, e contado, além do essencial para se entender e absorver a narrativa. Não há tempo para analisar seus traumas de infância ou dificuldades da adolescência. Um breve resumo, se necessário, dá conta. A psicologia mais profunda fica um pouco de lado e dá foco ao que o personagem está fazendo ou precisa fazer no esqueleto da história. Olhando as 5 características de um bom conto você pode perceber que leitores dessa espécie de literatura buscam ação e desfecho rápido, não necessariamente feliz ou previsível, mas um fim satisfatório, como se o escritor fosse o condutor de um trem que pega o leitor em uma estação e sabe que logo ele vai descer. O espaço da viagem é o tempo que ele tem para contar uma boa história. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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