Para Escritores

9 tipos de enredos e como escolher o seu

Enredo, ou plot, é o esqueleto da sua narrativa. A estrutura onde seus personagens caminham durante suas jornadas. Você sabe que tem um enredo bem definido quando consegue sintetizá-lo em poucas palavras, como, por exemplo “Uma princesa que foge de sua madastra e encontra uma casa com sete anões”. Mas você sabia que alguns tipos de enredos são os mais comuns em narrativas? Descubra agora 9 tipos de enredos e como escolher o seu na hora de escrever o seu livro. 1. Enredo de amor Casal que se ama, se separa ou encontra um obstáculo para ficar junto. O final pode ser feliz ou infeliz. Exemplo: Um casal se conhece em uma noite de karaokê e logo se sente atraído, mas ela esconde um segredo que pode arruinar a relação. 2. Enredo de êxito O personagem faz uma jornada rumo a uma vitória pessoal. Exemplo: Um homem comum constrói do zero sua empresa de plásticos reciclados. Participe do grupo do Telegram Escritores do Presente 3. Enredo de gata borralheira O herói se transforma de humilde em ilustre. Exemplo: Um filho de um catador de recicláveis constrói do zero uma empresa de sucesso no ramo da reciclagem. 4. Enredo do triângulo Amoroso ou não, nesse enredo as três pessoas podem estar envolvidas em um objetivo ou conflito comum ou uma delas pode ser a antagonista. Exemplo: Um casal está prestes a se casar quando um amor de infância do rapaz retorna à cidade e mexe com seus sentimentos. 5. Enredo do regresso O herói volta para casa (geralmente depois de uma longa jornada em busca de algo). Exemplo: Depois de vários anos servindo no Exército, um homem volta para sua cidade, no interior, onde encontra uma atmosfera completamente diferente daquela que deixara no passado. 6. Enredo da vingança O personagem sai em busca de justiça. Exemplo: Uma mulher perdeu os pais para a máfia quando era criança. Na fuga para se salvar, ela para em uma cidade muito distante, mas durante toda a sua vida pensou no dia que voltaria para consertar seu passado. Leia também 5 lições para escritores 7. Enredo da conversão O que era mal se torna bom (geralmente no fim da história). Exemplo: Um homem cresceu no crime e tratava seus inimigos sem piedade até o dia em que uma criança fora deixada na porta de sua casa. Ele passa a ser seu tutor e resolve ser uma pessoa melhor para ela. 8. Enredo de sacrifício O herói se sacrifica por algo ou alguém. Exemplo: Uma mulher com seu filho perde tudo do dia para a noite. Na rua, sem dinheiro e sem ter a quem recorrer, ela decide oferecer sua vida à prostituição para salvá-lo da fome. Conheça meus livros 9. Enredo da família Aborda a relação entre grupos ou famílias. Exemplo: Em um mundo mágico, dois clãs disputam o poder pelo trono. Como escolher o meu tipo de enredo? Essa resposta costuma estar naquilo que você costuma ler. Dentre os enredos acima, você identificou algum mais recorrente entre suas leituras recentes? Experimente começar escrevendo sobre aquilo que é familiar para você. Outra sugestão é criar uma sinopse para cada tipo de enredo – mais ou menos como eu fiz acima, de maneira bem breve e objetiva – e observar qual(is) dele(s) você gostaria de desenvolver em uma história. Qual seu tipo de enredo preferido? Deixe nos comentários Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Para Escritores

5 sinais de que você está no caminho certo como escritor

Sucesso é um conceito subjetivo, por isso vamos entender “caminho certo” como a sua jornada de escrita e publicação, partindo do pressuposto de que você já se assumiu escritor e vem trilhando esse caminho a cada dia com mais entusiasmo e dedicação. Mas como saber que suas ações vão gerar resultados? Apenas a aplicação delas combinadas com o tempo irá dizer, mas eu tenho aqui 5 sinais de que você está no caminho certo como escritor. Quando tiveres cumprido o teu dever, resta-te ainda outro: mostrares-te satisfeito. Johann Goethe 1. Você não tem mais medo de publicar Para ser escritor basta escrever. Teoricamente. Você pode ser um escritor no seu quarto, na sua varanda, onde quiser, e ninguém nunca saber disso, mas se você quer ser lido, precisa publicar. Se você já passou da fase de ter medo de mostrar seus textos (todos nós, ou pelo menos a maioria, teve esse medo), é um ótimo sinal. Na verdade, é uma vitória! Você acaba de superar uma das barreiras mais bloqueadoras na escrita. 2. Você entende que compromisso e disciplina funcionam melhor que a inspiração Não adianta me enganar, eu sei que você já foi aquele escritor com uma folha de papel na frente – análoga ou digital – esperando a inspiração aparecer como em um passe de mágica e oferecer a ideia perfeita. Eu sei porque também já fui essa escritora. Até que um dia entendemos que não é bem assim que a banda toca. Nos dias inspirados, ótimos, escrevemos com alegria. Nos dias não inspirados escrevemos mesmo assim porque entendemos que desse compromisso depende a conclusão do nosso livro. Leia também 5 lições para escritores 3. Você entende que seu livro é um produto Seu livro é uma arte, ninguém discorda disso, mas no instante em que decide vendê-lo, ele precisa atender a uma lógica de mercado. E você sabe que isso não significa tratá-lo como um produto qualquer, a ser vendido de qualquer jeito, para qualquer um que passar na porta. Significa que você deverá se preocupar com a embalagem (capa), conteúdo (revisão, edição), marketing, pós-venda (relacionamento com os leitores), e outros itens que fazem a diferença na publicação. Seu diferencial é não ignorar esses elementos. Participe do canal do Telegram Escritores do Presente 4. Você se conecta com seus leitores Você já saiu do seu quarto, já abriu as janelas da varanda, já deixou entrar um pouco de ar nos seus materiais de escrita. Você deixou seu perfil do Instagram público e passou a vê-lo de maneira mais profissional. Você busca seus leitores e quando encontra se mostra disponível, responde mensagens, agradece os elogios e deixa um gosto de expectativa no ar. Você entende que seus leitores e você são um time. Conheça meus livros 5. Você tem sede de conhecimento Estudar deixou de ser uma atividade enfadonha e agora você não perde um artigo sobre dicas de escrita, tem sua lista de livros desejados sobre o tema e está sempre de olhos nos cursos que estão no saindo no mercado. Você gosta de aprender e sabe a diferença que isso faz na sua escrita. Você está constantemente dizendo “Uau, é isso mesmo!”, “Eu consegui”, “Essa técnica é incrível”, “Esse autor sabe muito, virou minha referência”. Então tudo ao seu redor é aprendizado. O que você está fazendo pela sua carreira de escritor? Onde quer chegar e de onde já partiu? Comemore suas conquistas! E quais dos 5 sinais de que você está no caminho certo como escritor você identificou? Deixe seu comentário Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Para Escritores

3 maneiras de praticar sua escrita

Escritores escrevem. Às vezes textos soltos, às vezes narrativas, às vezes poemas. E quando não há nenhum projeto de escrita em curso, praticam mesmo assim. Como? Veja 3 maneiras de praticar sua escrita. 1. Reescreva cenas Na rotina de escrita, alguns dias são mais produtivos do que outros. Nem sempre as ideias virão com força total e você pode se sentir desmotivado a dar continuidade a sua história. Em dias assim experimente reescrever cenas ou capítulos que você já sabe que não ficaram muito bons. Tenha calma, pois ainda não é sua edição ou revisão definitiva, mas uma maneira de praticar e ainda por cima trabalhar na melhoria da sua narrativa. 2. Adiante cenas Não quer mexer no já escrito? Que tal escrever aquela cena que você já pensou, mas ainda não chegou na vez dela na história? Isso acontece comigo o tempo todo, imaginar cenas futuras, ou finais, antes do tempo. Experimente escrever numa folha à parte e deixe aquela ideia já registrada. Leia também 3 dicas para escrever bons personagens YA 3. Faça exercícios de criação Exercícios de criação são a melhor maneira de praticar. Você é livre, o seu texto não estará preso a nenhuma estrutura e tudo que você aprender, ou aperfeiçoar, será benéfico para a escrita do seu livro. Algumas sugestões: Crie personagens Descreva objetos Elabore cenários Desenvolva sentimentos Elabore diálogos em diversos tons de voz (faça o mesmo personagem dizer algo em tom bem humorado, com raiva, com pena, etc) Crie sinopses de histórias que você gostaria de desenvolver Pense em um título aleatório e imagine uma narrativa que casaria bem com ele Escreva uma cena de luta e uma de amor Reescreva o final de algum livro que você não gostou Pense em histórias adaptadas de clássicos (uma espécie de fanfic) Pegue pessoas ao seu redor e escreva cenas delas em situações absurdas Um escritor deve estar o tempo todo praticando a sua atividade. Se você não tem um livro em curso, ou tem mas gostaria de experimentar outros textos, aplique as 3 maneiras de praticar sua escrita e observe os benefícios de exercitar mesmo quando não há um fim imediato. Como você pratica sua escrita? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Para Escritores

Como escrever boas cenas

Uma história é uma sucessão de ações acontecendo dentro de um espaço e em determinado tempo. Quando um sujeito pratica uma ação ali temos uma cena. Mas como construir uma cena que convença e envolva o leitor? Usando esses três itens que não podem faltar na sua narrativa: 1. Elementos fixos Pense no cenário onde a ação se desenrola. Como é o espaço? É uma sala, um quarto, um parque? O que há nele? Liste tudo que vier à sua cabeça quando você pensa no seu personagem naquele lugar. Exemplo: Aeroporto. Elementos fixos: cadeiras, guichês, telões, aviões na pista, teto alto, paredes cinzas, letreiros, placas em vários idiomas… 2. Elementos variáveis Pense como variável tudo aquilo que pode mudar de uma hora para outra e seu personagem pode absorver. Geralmente são itens abstratos como luz, temperatura, som, cheiro, paladar. Exemplo: Aeroporto. Elementos variáveis: fim de tarde com a luz do sol se pondo, chuva, calor, frio do ar condicionado, cheiro de batata-frita da lanchonete, café doce tomado no balcão. Leia também 10 coisas que ajudarão você na sua carreira de escritor 3. Ação Aqui é onde a magia acontece. Não há história se nada acontecer nas cenas, certo? Nesse item entram os movimentos, os pensamentos e os diálogos. Exemplo: Aeroporto. Ações: Homem ao pé da escada rolante andando de um lado para o outro, mulher irritada pedindo informações, criança perdida dos pais. Cada cena tem seu próprio ritmo e objetivo, mas o ideal é que esses três itens estejam combinados entre si, pois cercam o leitor de tudo o que ele precisa para entender a cena no seu contexto geral. Vejamos um exemplo: Mauro entrou no aeroporto e foi atingido pela rajada fria do ar condicionado [elemento variável: a temperatura pode ser aumentada ou diminuída]. Ele girou a cabeça de um lado para o outro tentando encontrá-la [ação], mas tudo que viu foram largas paredes de vidro [elemento fixo] por onde os últimos raios de sol do dia entravam [elementos variável: logo vai anoitecer]. Sem ter certeza para aonde ir ele correu [ação] em direção aos guichês de embarque [elementos fixos]. Com sorte ela ainda estaria lá, entre o quinto e o sexto integrantes de uma fila. Observe esse parágrafo do romance Jane Eyre, de Charlotte Brontë, e perceba como os três elementos compõem a cena de maneira adequada: “Beirava o crepúsculo [variável] e o relógio [fixo] já havia alertado da hora de se vestir para o jantar quando a pequena Adèle, que se ajoelhara [ação] perto de mim no assento junto à janela da sala de estar [fixo], de repente exclamou:– Voilà Monsieur Rochester, qui revient! [ação]” Como está a sua história? Agora que você aprendeu mais sobre como escrever boas cenas eu tenho certeza que sua narrativa ficará ainda mais envolvente. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Bastidores

Escrever enquanto escreve

Eu sigo alguns perfis de escritores estrangeiros no Instagram e nas fotos eles sempre estão com um caderno cheio de anotações ao lado do computador. Meu inglês é sofrível demais para perguntar nos comentários o que eles escrevem, mas com o tempo fui deduzindo que são anotações sobre o que eles estão fazendo na telinha. Um deles inclusive escreve cenas inteiras no papel e tira um dia na semana exclusivamente para copiá-las em documentos digitais (o Google tradutor me ajudou a entender). Isso despertou minha atenção porque era algo que eu nunca tinha feito embora às vezes realmente sentisse falta de um espaço analógico para rabiscar. O planejamento do meu romance atual foi feito integralmente no Word e eu o consulto muito pouco – não tenho considerado isso uma coisa boa -, o que tem deixado minha história diferente do plano. Esse não é exatamente o problema, porque, sim, o enredo pode mudar e a gente vive tendo novas ideias, mas no meu caso eu deixei de escrever muita coisa boa porque não lembrava que tinha pensado sobre elas lá atrás. Se eu tivesse feito o planejamento em papel e ele estivesse sempre abertinho do meu lado a situação seria diferente? Com essa pergunta na cabeça eu passei a deixar um caderno perto do notebook e nele anoto um pequeno resumo sobre as próximas cenas. Pequeno mesmo, uma frase. Por exemplo: “Carmem e Mário no café”, “Carmem e Daniel em casa”, “Daniel e Vera no jantar”. Esses curtos lembretes têm me ajudado a lembrar o que estou planejando para o andamento da história, e não é incomum eles serem riscados e trocados por eventos novos. A cena de Mário e Carmem no café pode mudar para a praça e a cena de Daniel e Vera pode nem mais existir. Também li que é interesse fazer esse mesmo resumo de capítulos que já foram escritos, uma técnica usada por roteiristas de séries, pois ajuda o escritor a não perder o fio da meada. Eu não sei como até hoje fui uma escritora que não escrevia enquanto escrevia. Não que seja uma regra, mas a ferramenta do papel enquanto a história toma forma tem sido minha principal assistente. E eu, doida por papelaria, arrumei uma desculpa para comprar um caderno novo. Conheça meus livros Faça parte da minha lista de e-mail e não perca nenhum conteúdo * indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Para Escritores

5 lições para escritores

Escritor, o que você já sabe sobre seu ofício, sua profissão, sua carreira? E o que você sabe sobre si mesmo? Faço essas perguntas porque não é fácil investir em um trabalho onde às vezes só você acredita e confia que vai dar certo. Sobre um universo sobre o qual você se debruça todos os dias – ou sempre que pode – e a recompensa parece não vir nunca. Você olha para os lados e se pergunta onde está o sucesso, o reconhecimento, a legião de leitores, os prêmios, os convites para palestras e tudo mais. Nem sempre a gente consegue entender ou se sente motivado a continuar. Eu entendo. Por isso esse texto existe. Esse é um texto de parceria. De escritor para escritor. De marinheiros no mesmo barco. Faça com amor Seja um bolo de cenoura ou um livro, tudo que é feito com amor sai melhor. Eu presumo que cada toque de alegria que você coloca na sua escrita é sentido pelo seu leitor de alguma forma. Na verdade, se você decidiu ser escritor eu acredito que seja por amor. Já conheci advogados, médicos, professores e jornalistas à força; escritores nunca. Se você está aqui é porque ama o que faz, então apenas prossiga com esse sentimento. Leia também Escritor é profissão? Seja saudável O que tem a ver escrita com corpo saudável? Tudo! Não pense que a profissão o exime de manter a forma, seja na mente ou no físico. Lembre-se: é um conjunto. Se seu corpo está bem, sua mente está bem, se sua mente está bem, sua escrita flui melhor. Não menospreze o poder de uma alimentação saudável e de exercícios regulares (esse é um puxão de orelha em mim mesma!). Não precisa seguir a Gracyanne Barbosa no Instagram, apenas coma frutas, legumes, evite frituras, caminhe 40 minutos por dia e beba bastante água. Vai funcionar. Seja paciente A paciência é uma virtude, disso você já sabe. Mas a paciência aqui se aplica para que você saiba que os resultados do seu trabalho virão, mais cedo ou mais tarde. E com isso não estou prometendo o primeiro lugar na lista dos best-sellers, mas dizendo que a constância na sua escrita o farão um escritor melhor a cada dia, e tomando decisões corretas em sua carreira você encontrará os seus leitores, e quando isso acontecer você estará pronto para surpreendê-los. Não espere lançar o primeiro livro no Wattpad e já receber a ligação de uma editora, mas espere construir uma base sólida e fiel de leitores que estará sempre pronto para ler o que quer que você publique. Acredite no seu futuro Até pouco tempo atrás eu tinha uma reação muito automática a tudo que a vida me propunha. Ao me deparar com determinada possibilidade eu ia certeira nas palavras: isso não é para mim. Fosse uma viagem incrível ou uma carreira brilhante, eu afirmava sem dúvidas: nunca vou conseguir isso. E, de fato, ainda não fiz uma viagem memorável e nem tenho uma carreira promissora, mas hoje eu olho e me pergunto: o que eu preciso fazer para chegar lá? Você pode transformar a impossibilidade em uma questão prática, e para isso não precisa ignorar as dificuldades, mas sim moldar o seu pensamento para encontrar soluções. Olhe para frente, onde você quer estar no futuro? O que precisa fazer para chegar lá? Dê respostas concretas, porque a fada madrinha não vai aparecer nem para você e nem para mim. Mas você pode. Ânimo! Melhore sempre Nós não sabemos de tudo e nem vamos saber, mas o que der para a gente aprender a gente vai aprendendo. Explore livros de escrita criativa, faça cursos, ouça palestras, participe de sorteios que dão ingresso para eventos, pague seus próprios ingressos, participe de eventos gratuitos, vá a feiras, escute o que os mais experientes têm a dizer e coloque em prática aquilo que se mais se adequa ao seu plano. Em que ponto da sua vida de escritor você está agora? E sobre o passado, o que já aprendeu e pode deixar como lição para outros escritores? Comente aqui embaixo. Conheça meus livros

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Bastidores

Escritor é profissão?

Um dia desses li um texto onde a autora contava que quando dizia aos outros que era escritora, as pessoas achavam graça e em seguida perguntavam: “Não, sério, com o quê você ganha a vida?”. Essa não é uma situação completamente incomum e não é privilégio dos escritores, eu diria, mas de artistas em geral. Não é segredo para ninguém que nosso contexto valoriza bastante profissões técnicas e científicas, e trata as artísticas como ocupações de entretenimento ou apenas complementares. Você sabe, ninguém acredita mesmo que alguém possa ser escritor de verdade. A menos, é claro, que você já tenha 1 milhão de cópias vendidas e seus livros sejam traduzidos para 35 línguas diferentes. A verdade é que nem sempre você acredita que é um escritor nesses moldes. E nem eu. Ou pelo menos não acreditava. O processo de se aceitar como escritor, para mim, ainda está aqui, ainda não se concretizou. Ainda não está carimbado e ainda não preenchi nenhum formulário com minha letra cursiva: “Essscritoraaa”, a ponta do a assim meio dobrada para fora. Não, isso ainda não aconteceu. Em parte, porque acabei de iniciar o processo, em parte porque passei anos da minha vida dizendo para mim mesma que não queria tratar isto como uma profissão. Meu primeiro livro foi escrito quando estava na faculdade e o título que ela me deu é como eu ainda me apresento por aí. Sabryna, muito prazer, jornalista. Muito embora eu tenha escritos mais páginas de ficção do que notícias. A verdade é que eu sempre achei que me tratar como escritora me roubaria boa parte do prazer que escrever me dá. Eu escrevo por necessidade de contar as histórias que surgem na minha cabeça. Escrevo porque não sei dizer o que quero dizer através de minha própria boca, então invento personagens e falo através deles. Eu escrevo porque não sei debater, não sei conversar frente a frente, não sei me expressar oralmente. Troco as palavras, gaguejo, erro a conjugação verbal. Escrever não, escrever é como rir. Simplesmente acontece. Então, na minha cabeça, me ver como escritora era como tirar toda a leveza disso. Era cumprir prazos, bater pontos, alcançar um número x de páginas escritas por semana. Só de pensar, eu me recusava. Mas um dia, de repente, refletindo nuances econômicas, satisfatórias, artísticas e passionais, eu me perguntei: por que não? Escrever é, de fato, a única coisa que nasci sabendo. Todas as outras eu tive que aprender. Isso não quer dizer que eu já detenha todo o conhecimento da literatura e da escrita criativa, isso quer dizer que escrever histórias é a única ocupação que não me deixa exausta no fim do dia. Meus dedos doem, claro, mas minha alma não. Meu coração não. Minha mente não. Sim, eu ainda titubeio quando alguém me pergunta qual minha profissão, por medo de não saber reagir à pergunta do primeiro parágrafo desse texto. Mas isso é papo pra outro dia. O que eu vim dizer aqui hoje é que já mudei meu perfil no Linkedin para Escritora (e Jornalista) e isso era algo impensável para a Sabryna de alguns anos atrás. Que bom que a gente muda, né? Que bom. Clique aqui para conhecer meus livros.

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