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3 dicas de como deixar seu personagem coadjuvante mais interessante

O personagem coadjuvante é aquele que colabora com a narrativa de maneira secundária, às vezes ajudando o herói, às vezes atrapalhando, e às vezes ocupando uma posição neutra, mas que de algum modo contribui para o andamento da história. Contudo, isso não significa que ele precisa ser montado de qualquer jeito. Você pode usar artifícios para deixá-lo marcante. Confira 3 dicas de como deixar seu personagem coadjuvante mais interessante. Quando pensamos em personagens secundários, podemos cair no erro de pensar em um personagem sem personalidade, ou, em outras palavras, “sem sal”. Mas pense no quanto você desperdiça potencial ao não pensar no coadjuvante como uma figura que merece ser delineada com capricho tanto quanto o principal. O que muda, claro, é o papel e a importância que eles terão na história. Um amigo improvável Na série de TV Gilmore Girls (2000-2007), Paris (Liza Weil) é uma garota antipática e competitiva que decide infernizar a vida de Rory enquanto aluna novata da turma. Anos mais tarde, na faculdade, as duas não só viram colegas de quarto como tornam-se melhores amigas.  Esse é um bom recurso de como você pode dar uma reviravolta no personagem, transformando-o de um possível rival para um bom companheiro do herói em vez de tratá-lo como amigo desde o início da história. Leia também 4 dicas para ser um escritor melhor Um inimigo inesperado O oposto também é possível. De repente, o amigo do mocinho pode se bandear para o outro lado, seja por uma vingança, por inveja ou por ter se decepcionado com alguma atitude do herói – o seu personagem não precisa ser perfeito, todo mundo erra! Características especiais No livro Grandes Esperanças (Charles Dickens), a sra. Havisham é uma mulher que foi abandonada no altar, e para manter sua mágoa viva e às vistas de todos, decide deixar tudo como no dia em que seria seu casamento. A decoração, o bolo e até mesmo seu vestido de noiva, tudo fica intacto por anos. Ao ler esse grande clássico de Dickens, a figura da sra. Havisham torna-se marcante pela característica do exagero, e é impossível se esquecer dela ainda que a história de Pip, o protagonista, seja cheia a principal e cheia de reviravoltas. O seu coadjuvante pode ter uma história própria que faça a diferença na experiência do leitor ou pode possuir um traço físico, um hábito ou um objeto que seja individual e único. Quais das 3 dicas para deixar seu personagem coadjuvante mais interessante você mais gostou ou já aplicou em uma de suas histórias? Como leitor, qual personagem secundário ficou marcado na sua memória? Deixe nos comentários. Gostou do meu conteúdo? Inscreva-se e não perca nenhuma novidade. indicates required Email Address *

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5 dicas para escrever seu primeiro livro

O sonho do primeiro livro pode parecer menos assustador se você dividir essa jornada em etapas e pensar em cada etapa por vez. Primeiro, a ideia, depois, a escrita, em seguida a revisão e, por fim, a publicação. Parece mais simples olhando assim, não? Para esmiuçar ainda mais,s, neste artigo você verá 5 dicas para escrever seu primeiro livro. 1. Tempestade de ideias Dificilmente, a história irá cair pronta no seu colo. O mais comum é que ela surja como uma ideia, às vezes nebulosa, ou, com sorte, bastante específica, mas um livro não se faz só uma com uma ideia em abstrato, ele se desenvolve a partir do desdobramento dessa ideia. Para isso, você precisará saber o que vai acontecer, com quem vai acontecer, em que tempo e quais as suas consequências, pelo menos para começar a estruturar o esqueleto da sua narrativa. Não tenha medo de se abrir às possibilidades. Você pode anotar tudo que vier à cabeça e deixar sua criatividade fluir. Quanto mais ideias aparecerem, outras mais surgirão, e, no fim, caberá a você selecionar o que cabe e não cabe no seu livro. 2. Pesquisa É mais seguro e confortável que no primeiro livro você escreva sobre um assunto que lhe interessa. Jogos digitais? História? Cultura de um determinado país? Partir de um tema conhecido lhe dará a familiaridade que você precisa para destravar, o que não significa que seu livro não precisará de uma pesquisa, ainda que não seja tão aprofundada, mas que fará diferença, pois um bom livro também é bem construído nos detalhes. Se, por exemplo, você trabalhará uma narrativa que acontece há vinte, cinquenta, cem anos, pesquise não apenas sobre a tecnologia ou roupas da época, mas como era a cidade, se já existia determinada rua ou prédio, como as pessoas falavam, quais eram as gírias, os filmes e músicas do momento. Esses elementos aparentemente inservíveis servirão para evitar furos ou inverossimilhança. Leia também 3 dicas para escrever bons personagens YA 3. Bloqueio Alguns dias serão fantásticos, outros nem tanto. Não é raro o escritor passar por momentos em que não saberá como concatenar um evento ao outro, como inserir ou retirar algum personagem, ou até mesmo julgar a qualidade do seu texto como bom ou ruim. Em fases assim, não se desespere e apenas continue a escrever, do jeito que conseguir. A primeira etapa da escrita é apenas você contando a história a si mesmo, como diria Hemingway. Não se cobre tanto em um primeiro momento. 4. Simplicidade Menos é mais. Procure enriquecer o seu vocabulário e investir em boas construções frasais e ritmo de texto, sem pensar que isso significa rebuscar sua escrita e deixá-la beirando o arcaísmo. Não use uma palavra difícil se uma simples é suficiente. 5. Paciência Seu livro não ficará pronto na primeira versão. Só Deus e você sabem quantas reescritas e novas versões serão necessárias até ele ficar adequado para ser publicado. Isso levará tempo e requisitará paciência e perseverança. Muito provavelmente você lerá seu texto dezenas de vezes até que ele esteja no tom, na medida e no volume certo.  Atenção! Busque um bom nível de qualidade, mas não fique refém do perfeccionismo. Dê um tempo entre as releituras ou peça ajuda a um bom crítico para que você possa se distanciar do texto e ver o que não tem sido visto. Ajustes, cortes ou acréscimos serão necessários, mas não tenha medo, ficará bom! Essas foram as 5 dicas para escrever seu primeiro livro, e lembre-se que quanto mais o tempo passa e mais você pratica e se aperfeiçoa, melhor ficarão os seus textos. Não desista e recomece sempre que necessário. Gostou do meu conteúdo? Inscreva-se e não perca nenhuma novidade. indicates required Email Address *

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3 problemas que todo escritor iniciante enfrenta

1. Você acredita que pode ser escritor, mas as outras pessoas não Quando iniciamos um novo projeto pode bater aquela vontade de compartilhar sobre ele com as pessoas mais próximas, mas nem sempre ouviremos delas uma resposta motivadora. Nem sempre elas farão por mal, às vezes é desconhecimento do assunto ou apenas um desejo de querer o melhor para você – ainda que elas não saibam exatamente o que é melhor.  Algumas ações que podem fazer a diferença nesse caso: 2. Você escreve, mas ninguém lê Esse é um ponto muito comum entre escritores iniciantes e a dica que eu posso dar a você, é: não seja o chato do “Lê meu livro!”. Da mesma forma que ninguém gosta daquele vendedor que fica atrás do cliente oferecendo cartão, ninguém gostará que você fique empurrando o livro, ou os seus textos, goela abaixo. Isso não quer dizer que você não possa divulgar links, ofertas, etc, para as pessoas, só tenha bom senso e tome o cuidado de não intimidar ninguém. Lembre-se: ninguém é obrigado a ler nada do que você escreve, seu papel é ser tão bom que as pessoas, naturalmente, terão o desejo de ler. Leia também Resumir e construir cenas: qual a diferença e como usar da maneira certa no seu texto 3. Você tem medo de publicar As duas questões acima somadas a outros fatores podem acentuar uma questão que todo escritor já tem dentro de si: o medo de não publicar. Entenda, isso é perfeitamente normal, o que não é normal é isso te paralisar para sempre. É totalmente compreensível que no começo você não esteja seguro para publicar e queira esperar lapidar mais os seus textos antes de sair divulgando por aí, mas tenha empatia e paciência consigo mesmo para criar coragem de publicar ainda que não esteja perfeito.  Escreva com habitualidade, leia bastante e revise o máximo que puder, até sentir que chegou na melhor versão do seu romance, conto ou crônica. Se possível, peça para alguém ler, como um teste, e ouça o que aquela pessoa tem a comentar. Se ainda assim tiver medo, vá com medo mesmo. O próprio tempo, aliado à prática, se encarregará de melhorar a sua escrita. Se esperar escrever uma obra-prima para publicar, demorará um bocado para começar a colher os frutos. Você é um escritor iniciante? Algum desses medos faz parte da sua vida? Quais os outros receios que incomodam e atrapalham a sua carreira? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como aperfeiçoar o seu estilo de escrita

Você saberia reconhecer um texto não assinado do seu autor favorito? Saberia ver um poema, um romance ou um conto e identificar particularidades de quem o escreveu? É incrível quando um escritor consegue chegar em um nível de lapidação da sua escrita que o leitor dificilmente o confundirá com outro. Mas como conseguir isso? Não podemos ter certeza sobre o que cada autor fez para chegar lá, mas podemos praticar algumas ações e aperfeiçoar nosso estilo de escrita a cada dia. Confira algumas delas: Conheça o Caderno de Exercícios – Cenas Estilo de escrita é repertório e experiência Você não pode fazer uma salada de frutas muito bonita com apenas uma fruta só, assim como você dificilmente terá uma escrita sólida sem leitura e, mais do que isso, sem leituras diversificadas. Tendemos a copiar, ainda que de modo inconsciente, as estruturas textuais com as quais entramos em contato. Se lemos muita coisa de um estilo só nos acostumamos com aquele vocabulário e aquela forma de escrever. Eu sugiro que você tenha uma rotina de leitura variada, sem ignorar, principalmente, os clássicos literários. A partir daí, mantenha a prática de escrita em dia, ainda que você não esteja trabalhando em nenhum livro no momento. Escreva contos, crônicas, poemas, textos avulsos ou até mesmo mantenha um diário. O importante é colocar o seu repertório para fora. Como aperfeiçoar nossa voz de escritor? A voz do escritor é a maneira como ele expressa sua percepção sobre o mundo. Se temos o imaginário limitado – ou seja, se nosso repertório é pequeno – essa percepção tende a ser também limitada. Vemos o mundo como todo mundo vê, sem maiores reflexões e tendendo ao senso comum. Isso se reflete na escrita. Amplie seu escopo de referências. Quem aqui nunca leu livros que são mais do mesmo? Leia também O que eu aprendi lendo O Zen e A Arte da Escrita Você pode contar uma história exatamente igual a tantas outras, mas se a sua base, a sua voz e o seu imaginário forem expandidos, suas histórias também serão. Seu estilo pode estar fora da zona de conforto Eu sempre tive bastante dificuldade em escrever contos. São tipos de textos que pedem mais objetividade e sucintez, enquanto eu era habituada a desenvolver demais as minhas narrativas. Quando decidi arriscar um ou outro conto vi que isso me ajudou a ser mais direta nos romances; eu não perdia mais tempo contando o que não era necessário. Sair da zona de conforto e enveredar por outros tipos de texto ajuda a ter uma visão externa do seu próprio estilo. Você passa a pensar e criar de maneira diferente porque precisa se adaptar, e quando volta a escrever o que está acostumado percebe uma escrita menos automática. Faça isso de vez em quando. Conheça meus livros Boa escrita é também dedicação Eu costumo pensar que escrever é organizar da melhor maneira possível as palavras que já existem por aí. Se você abrir um dicionário está tudo lá, você não precisa inventar mais nada, apenas se dedicar para colocá-las em uma ordem que faça sentido e ofereça beleza para o autor. Observe escritores como Murakami, um autor cujos livros têm um vocabulário comum, sem muitos enfeites, mas que está disposto de uma maneira que faz a leitura fluir como água em um riacho de interior. Essa habilidade é fruto de um talento alinhado à prática. Você consegue montar melhores estruturas de texto lendo mais e ampliando as bases de onde vêm as suas ideias. Ao escrever e revisar preste atenção em cada palavra e no que ela quer dizer naquele lugar onde você a colocou. Encare o texto como uma possibilidade de combinações que podem dar mais ou menos certo conforme você se dispõe a mudar os elementos de lugar. Estude gramática, vocabulário e literatura, e jamais se acomode. Sempre é possível escrever um texto melhor que o outro. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como encontrar leitores para o seu livro

Após o árduo processo de escrever, revisar e publicar um livro, vem talvez a parte mais difícil: encontrar leitores. A má notícia é que eles podem não vir e você se frustrar, a boa é que essa etapa não é a última a ser cumprida, na verdade ela é uma das primeiras e uma vez que você começa a executá-la não pode parar. Você deve estar sempre em busca dos seus leitores, esteja escrevendo ou não. Mas é bom que esteja. Como encontrar leitores para o seu livro: Nem todo mundo quer lê-lo E isso é bom! Pense comigo. Cada leitor tem uma ou mais preferências de leitura. Há aqueles que leem de tudo um pouco, mas não o mais comum, então imagine ter que agradar a todos com a sua história? Pense em como seria difícil mesclar em uma mesma narrativa romance, suspense, comédia, drama… é muita coisa, não? Concentre seu livro em torno de um gênero e preocupe-se em deixá-lo bom ali mesmo. Conheça o Caderno de Exercícios – Cenas Seja próxima dos seus possíveis leitores Não tem para onde correr, no mundo moderno ninguém sai vendendo livro de porta em porta. Em vez disso, você usa um perfil no Instagram para se comunicar com as pessoas e isso é uma mão na roda, vamos combinar. No seu perfil vá alimentando um relacionamento com seus seguidores, ainda que a maior parte deles seja de amigos ou familiares. Fale um pouco sobre você, sua rotina, o que você está escrevendo, porque pensou naquela história, quais são suas dificuldades e inspirações. Deixe que as pessoas conheçam você pois isso gera confiança e reconhecimento. Ninguém se interessa muito pelo livro de um desconhecido. Leia também Como escrever boas cenas Conheça bem o seu livro antes de colocá-lo em jogo Vamos por partes nesse ponto.  Quem gostaria de ler o seu livro? Seja específico. Exemplo: Se eu escrevo um romance adolescente, bem mamão com açúcar, quem tem mais chance de ler? Sr. Arnaldo, que assiste futebol aos domingos e lê jornal impresso ou a Dandara, no segundo ano do ensino médio ouvindo k-pop nos fones de ouvido? Uma vez que você sabe quem pode se interessar pela sua história, você sabe para quem vender. Qual o gênero e o tema?  Por tema nós podemos entender como uma questão em torno da qual a história gira. Quais são os outros livros e autores inseridos na mesma faixa que a sua? Veja, podemos perceber que Crepúsculo e Harry Potter são histórias que envolvem personagens fantásticos e cujo público majoritário são crianças e adolescentes. Da mesma forma que é natural ver Jane Austen e Charlotte Brontë como autoras próximas em termos de público e gênero porque ambas escrevem sobre famílias, relacionamentos e conflitos de classe na Inglaterra. Por que isso importa? Para você saber como se comportar diante da concorrência. Imagine o seu livro em uma livraria disputando a atenção do leitor. Como você vai se destacar? Pelo título? Sinopse? Capa? Pela sua “fama” online? Como os outros autores estão vendendo? O que os escritores de sucesso fazem? Lembre-se que os leitores do segmento que você escreve já estão definidos e procuram por livros semelhantes. Quem gosta de histórias fantásticas está sempre em busca de histórias fantásticas. Por isso observe e imite as melhores práticas que mais servem para você. Conheça meus livros Encontrando os leitores Agora que você já sabe onde procurar e como se aproximar dos seus leitores é hora de estabelecer de vez uma conexão firme e duradoura. Essa é a hora em que você estende a mão e pede licença para mostrar a que veio. Esteja onde os seus leitores estão. Se eles gostam mais do Twitter, vá para lá, se gostam mais dos bons e tradicionais blogs, capriche no seu. Se os grupos do Facebook estão em alta, crie um atrativo o bastante. Não é necessário estar em um só lugar, mas esteja em peso naquele onde seus leitores podem ser encontrados em maior número. Uma outra boa estratégia é fazer parcerias com outros blogs, perfis, podcasts ou canais do Youtube que você já notou que são acompanhados pelo seu público leitor. Exemplo: se o seu livro é um romance, que tal uma parceria com algum canal que trate sobre relacionamentos? Pessoas que querem viver um grande amor certamente se interessam por esse tipo de narrativa. Como eu disse no início do artigo, encontrar leitores é uma atividade a ser desenvolvida ao longo de toda a sua carreira de escritor. Assim como você tem um pé atrás para ler livros de autores desconhecidos, seus possíveis leitores também têm. Por que você acha que livros de celebridades vendem tanto? Porque eles estão sempre aparecendo e criando conexão com o público. Você pode não ter a menor ideia do talento literário do seu artista favorito, mas se ele lançar uma autobiografia você certamente vai se sentir atraído a ler. Então, prontos para levarem seus livros a todos os leitores? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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5 ideias de personagens para o seu livro

Alguns escritores quando recebem uma ideia do universo já a recebem prontinhas, com enredo, personagens e final decidido, só no ponto de colocar no papel. Outros têm aquele estalo no seu formato bruto e com o tempo vão lapidando. E há ainda aqueles que, em qualquer tempo ou circunstâncias, esbarram em uma boa ideia que precisa de um ou mais personagens para ficar pronta. É o seu caso? Aqui estão 5 ideias de personagens para o seu livro. Homem, 30 anos, mora sozinho, não gosta de animais e nem é muito simpático. Trabalha como motorista do caminhão de lixo da cidade e odeia seu emprego. Tem uma namorada que não é muito bonita, mas é uma boa companhia. Ele a conheceu em um bar de periferia que costuma ir aos fins de semana. Recebe uma ligação da mãe pelo menos a cada dez dias, sempre pedindo que ele volte a falar com o irmão, com quem rompeu relação há cerca de cinco anos. Seu sonho é ter a sorte de enriquecer de repente. Sugestão de nomes: Mário, César, Alfredo, Constantino, Paulo. Conheça o Caderno de Exercícios – Cenas Mulher, 28 anos, filha adotiva de pais amorosos, solteira, insatisfeita com o cargo de supervisora de segurança em um prédio comercial. Anseia por uma promoção há tempos, mas seu trabalho não parece ser valorizado. Terminou um noivado recente após descobrir uma traição e engordou vinte quilos depois disso. Tem uma irmã cujo marido é amoroso e dono de uma rede de supermercados. Os dois esperam um bebê. Sugestões de nomes: Cassandra, Amélia, Bárbara, Cíntia, Patrícia. Leia também Como escrever boas cenas Mulher, 16 anos, pai envolvido com o tráfico de drogas e mãe falecida há alguns anos. Cuida do irmão caçula enquanto divide o tempo com os afazeres da escola. Sonha em trabalhar em navios, mas quando surge uma oportunidade na prostituição sua vida toma outros rumos. Sugestões de nomes: Bianca, Iara, Lívia, Dália, Viviane.  Mulher, 55 anos. Casada há 30 anos, leva uma vida comum ao lado do marido. Na juventude fazia aulas de canto porque queria ser cantora de ópera, mas a vida a levou por outros caminhos. Guarda lembranças dessa época e coleciona discos de artistas que sempre admirou. Sente que o tempo está passando enquanto ela vive de nostalgia. Sugestões de nomes: Ágata, Marisa, Elizabeth, Esmeralda, Georgia. Baixe gratuitamente O Guia Prático para Criação de Personagens Homem, 40 anos. Chefe de polícia de uma cidade do interior, está acostumado a lidar com pequenos casos sem gravidade. Divorciado após a esposa descobrir um filho fora do casamento, ele tenta reatar a relação enquanto vive em um quarto e sala com a única companhia do seu velho cachorro. Sugestões de nomes: Humberto, Silas, Ronaldo, Jerônimo, Aldir. Percebam que cada personagem carrega uma ideia de desenvolvimento de sua própria história. Caso você esteja em busca de inspiração, sinta-se à vontade para escrever a partir das 5 ideias de personagens para o seu livro. Mas se o que você precisa é de uma figura para encaixar em um enredo já pronto, você pode adaptar as sugestões conforme a sua narrativa. Aproveite e boa escrita! Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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5 características de um bom conto

O conto é uma narrativa mais curta que se concentra, geralmente, em torno de um evento e de poucos personagens envolvidos. Costuma ser a porta de entrada para escritores de ficção e é uma ótima maneira de praticar enredos, uma vez que o ciclo da narrativa se encerra em poucas linhas e não é necessário se aprofundar além do necessário. É um texto que vai direto ao ponto e por isso se torna atraente para tantos leitores. Veja 5 características de um bom conto. 1. Chama atenção nas primeiras linhas Por natureza, o conto é objetivo. Isso não significa ser superficial, mas ter ciência que o leitor espera saber logo “qual é a do texto”. Não perca muito tempo enrolando ou dando descrições desnecessárias. Leia o início do conto A Cartomante, de Machado de Assis. “HAMLET observa a Horácio que há mais causas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras”. Conheça o Ebook Caderno de Exercícios Cena Veja quanta coisa o autor já contou em duas frases. Em poucas palavras o leitor já sabe que uma moça chamada Rita foi à cartomante e alguém está rindo dela por causa disso, provavelmente por ceticismo à atividade. 2. Desperta a curiosidade do leitor Ora, se o conto já me introduz de prontidão na história, é esperado que eu siga a leitura para saber o desenvolvimento da narrativa. Mas como o escritor pode prender a atenção do leitor a este ponto? Eu, pessoalmente, gosto de começar logo a trabalhar o conflito ou preparar o terreno de forma clara, para que o leitor sinta que algo vem aí e é bom ele continuar lendo. Leia também Como conectar a história ao leitor 3. Prioriza a ação Como eu disse, evite trechos desnecessários e detalhes que podem ser suprimidos. Parta para a ação e faça as coisas se movimentarem. Bons contos nos dão a sensação de que estamos vendo a cena ao vivo em vez de sentados ouvindo alguém contá-la. 4. Mostra mais do que conta Isso é possível diminuindo a quantidade de objetivos e ilustrando as cenas com mais vigor. Observe mais um parágrafo de A Cartomante, com alguns trechos destacados. “Camilo quis sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura; mas a batalha foi curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato se acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados, pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos, sem padecer nada mais que algumas saudades, quando estavam ausentes um do outro. A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas”. São trechos que deixam o texto mais vivo e dinâmico. Conheça meus livros 5. É conciso Conciso: reduzido ao essencial; em poucas palavras (diz-se de escritos, ideias, discurso etc.); preciso, sucinto, resumido. O ideal é que tenha poucos personagens e que deles não seja mostrado, e contado, além do essencial para se entender e absorver a narrativa. Não há tempo para analisar seus traumas de infância ou dificuldades da adolescência. Um breve resumo, se necessário, dá conta. A psicologia mais profunda fica um pouco de lado e dá foco ao que o personagem está fazendo ou precisa fazer no esqueleto da história. Olhando as 5 características de um bom conto você pode perceber que leitores dessa espécie de literatura buscam ação e desfecho rápido, não necessariamente feliz ou previsível, mas um fim satisfatório, como se o escritor fosse o condutor de um trem que pega o leitor em uma estação e sabe que logo ele vai descer. O espaço da viagem é o tempo que ele tem para contar uma boa história. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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7 dicas para criar o hábito da escrita

Escrever pode parecer fácil quando temos um rompante de criatividade e o texto já surge semipronto na cabeça, só no ponto de colocar no papel. É a tal da inspiração. Acontece que esse fenômeno não acontece todos os dias. Na verdade, ele costuma ser raro e mesmo assim precisamos escrever e praticar. Por isso, no artigo de hoje temos 7 dicas para criar o hábito da escrita e escrever mesmo nos dias nublados. 1) Escreva sobre o que você sabe Olhe para a sua vida e o seu contexto e tire ideias dali. Se você é um professor de ensino médio, escreva sobre adolescentes, ou sobre educação, ou sobre um personagem enfrentando os desafios do ensino. Se você é um assistente financeiro da sua empresa, escreva sobre casos fraudulentos ou empresas de família. Imagine um grande mistério envolvendo autoridades ou um romance entre uma garota nova no setor e um carinha que entende muito de números. Sua realidade pode parecer comum, mas com um olhar mais apurado você pode ver ideias bem criativas. 2) Escreva para pessoas como você O que você gostaria de ler? Qual tipo de livro te interessa ou qual narrativa você compraria depois de ler a sinopse? Eu, por exemplo, adoro histórias de dramas e pessoas vivendo conflitos internos, por isso minhas histórias quase sempre rodeiam essa temática. Ao trabalhar com temas familiares você se sente mais confortável para escrever do que tentar trabalhar com assuntos estranhos. Baixe gratuitamente o Guia Prático para Criação de Personagens 3) Leia bastante Uma dica clássica e indispensável. Ao ler você entra em contato com outras histórias e essas histórias provavelmente vão gerar ideias, e com ideias frescas você fica no pique para escrever! Separe um tempo para leitura e logo em seguida emende uma sessão de escrita. Faça esse teste e me conte depois. 4) Pratique outras atividades criativas Às vezes tudo que precisamos é de um lápis de cor e umas tintas mesmo sem saber nada sobre desenhos e pinturas, ou de um fim de tarde observando que a luz está ótima para tirar foto de uma flor qualquer na rua. Desperte o seu olhar para outros tipos de criações. Leia também 3 dicas para escrever todos os dias 5) Pratique o ócio Criar um repertório é importante, mas deixá-lo ganhar forma também, e isso só é possível se você tirar um tempo sem fazer nada ou só para pensar em qualquer coisa. Os mil filmes e livros que você vê, as músicas que ouve, as publicações do Instagram que você curte, tudo isso vira um bolo dentro da sua cabeça e às vezes é necessário dar a oportunidade para que não se transforme em um emaranhado de informações sem utilidade. Fique um tempo ocioso apenas vendo o tempo passar. 6) Escreva sobre coisas aleatórias Já experimentou ter um diário? Um diário não precisa ser bem decorado como as fotos do Pinterest e nem conter grandes segredos. Basta que você esvazie sua mente e escreva sobre o que vem pensando nos últimos dias. Suas preocupações, alegrias, ideias… tire da cabeça e deixe no papel. Na hora de escrever suas histórias a cabeça estará mais livre. Conheça meus livros 7) Seja um leitor beta Um leitor beta é alguém que lê uma história e dá um pitaco sobre ela. Se você já escreveu um livro já deve ter ouvido falar nos betas. E você também pode ser um, basta encontrar um escritor por aí precisando de um leitor para dar uma opinião sobre o seu livro. Mas como isso pode me ajudar a ter o hábito da escrita? Ao avaliar uma obra semiacabada você pode identificar erros que porventura também comete, ou podem surgir sugestões úteis para sua história também. Isso dará você a vontade de sair correndo e trabalhar no próprio livro. Criar o hábito de escrita é trabalhoso como criar qualquer outro hábito. Precisa de um pouco de paciência e dedicação, mas vale a pena. Se você ama escrever, sentar e colocar as palavras no papel não é tão custoso assim, você só precisa saber lidar com a eventual falta de inspiração ou criatividade. Por isso as 7 dicas para criar o hábito da escrita podem ajudar. Me conta depois se funcionou? Aguardo sua resposta. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como avaliar as cenas do seu livro

Quando escrevemos o primeiro rascunho da nossa história tendemos a despejar todas as cenas que vêm à cabeça, correndo o risco de nem sempre julgar bem a utilidade dela para a narrativa como um todo. Essa correção geralmente acontece na etapa seguinte, a edição do livro. Mas como saber se uma cena deve ou não estar ali? Como avaliar? Fazendo essas três perguntas a seguir: 1) Esta cena ajuda a trama a evoluir? Ora, a função de cada cena é levar a história para frente, descrever uma ação executada por um personagem. Quando eu falo em ação não precisa, necessariamente, ser algo físico e específico, como narrar o personagem em tempo real falando ou caminhando, mas pode ser algo mais abstrato, como pensar ou lembrar de eventos passados. Observe esse trecho do livro Max Perkins – Um Editor de Gênios, que é uma biografia, mas serve para ilustrar. “Seis anos haviam se passado desde a publicação de O Grande Gatsby. Nos últimos dois, Fitzgerald quase não encostara o lápis no papel. Decerto o fator principal para essa falta de progresso durante esse período havia sido a doença da esposa”. (Max Perkins – Um Editor de Gênios, A. Scott Berg). Baixe gratuitamente o Guia Prático para Criação de Personagens Vejam como o autor resumiu seis anos em três frases e deu utilidade para a cena, neste caso informar o leitor que o escritor Fitzgerald tivera um hiato longo entre um dos seus livros mais famosos e o tempo atual da narrativa. Isso é o que cada cena do seu livro precisa fazer: levar a história adiante, no ritmo que você considerar mais adequado para a dinâmica da narrativa. Do contrário, ela só estará ocupando espaço no seu livro. 2) Esta cena cria um conflito? Esse tópico poderia estar contido no anterior, mas eu resolvi deixá-lo separado porque nem todas as suas cenas criarão um conflito propriamente dito, mas servirão para desenvolver um conflito anterior ou posterior, como se estivesse preparando o terreno para algo que ainda estar por vir. Neste caso, você precisará avaliar a utilidade específica da cena. Veja mais esse trecho da biografia de Perkins. “De repente, desencadeou-se o caos na vida de Wolfe. Scott Fitzgerald contara onde Tom estava a uma mulher em Paris, que telegrafou a novidade para Aline Bernstein nos Estados Unidos, que, por sua vez, começou a mandar para o escritor cartas e telegramas falando de morte e agonia e ameaçando embarcar para a Europa a fim de encontrá-lo”. (Max Perkins – Um Editor de Gênios, A. Scott Berg). Olhando assim parece um trecho avulso, mas o leitor do livro que chegou até aí sabe que Aline é uma ex-amante que vinha perseguindo Thomas Wolfe e implorando para que ele reatasse o caso amoroso. Ou seja, o leitor sabe que a moça sair dos EUA para a Europa não é um bom sinal. Valeu a pena o biográfo ter inserido a informação pois ela ajuda a entender o contexto da vida de Wolfe, um dos escritores que Perkins associou durante sua carreira. Leia também 7 papéis que seus personagens podem assumir na sua narrativa 3) Esta cena tem uma informação relevante? Suponhamos que você escreveu uma cena que não mexe muito na dinâmica da narrativa e nem cria, desenvolve ou prepara nenhum conflito, mas se salva por conter uma informação relevante. Deixe-a onde está. “Ele não tinha desejo algum de se apegar aos seus ‘restos fedorentos de peixe podre’ de um original, mas, escreveu a Perkins, se alguém quisesse saber quando teria um novo livro lançado, ele responderia sem se desculpar: ‘Quando eu terminar de escrevê-lo e descobrir alguém que queira publicá-lo’”. (Max Perkins – Um Editor de Gênios, A. Scott Berg). Conheça meus livros Nessa passagem há a transcrição de uma das cartas de Wolfe a seu editor, Max Perkins, e é uma fala que mostra a personalidade explosiva e até um pouco imatura do autor. Uma informação relevante pode ser exatamente isso, um trecho que contribua para a apresentação do personagem ou que dê o tom do contexto da narrativa naquele instante. Esses são alguns pontos de partida que você pode usar para avaliar as cenas do seu livro. Ademais, uma que nunca falha é imaginar a história sem ela. Se não causa nenhum prejuízo, é dispensável. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como criar personagens verossímeis

Personagens críveis são o que conectam o leitor aos eventos dos seus livros. Eles são os agentes das ações, os que impulsionam a história e a fazem acontecer. O leitor precisa se enxergar ou se aproximar do personagem perto o bastante para absorver a obra e tirar suas próprias conclusões sobre ela. Se o autor não dá essa abertura a experiência da leitura fica prejudicada. Mas como fazer isso? Há algum caminho infalível? Cada escritor tem seu próprio jeito de escrever, mas nesse artigo você irá aprender algumas técnicas de como criar personagens verossímeis. Ações sugerem reações Imagine uma história onde um personagem está andando na rua e é mordido por um cachorro, mas não faz nada. Não grita de dor, não espanta o cão, não chora pela ferida, nada. Apenas segue em frente. Isso não faz nenhum sentido em condições normais, certo? Por isso, fique atento às ações e ao que elas pedem como reações. Se o seu personagem foi confrontado, o que ele faz? Ele vai para cima, foge ou pede ajuda? Se ele é ofendido, finge que não é com ele e volta depois para resolver, se vingar? Se ele sente um frio na barriga ao ver pela primeira vez uma mulher muito bonita, ele deixa para lá ou passa vários dias pensando nela? Ao criar uma linha lógica de ação e reação seus personagens ficam mais humanos e os leitores podem analisar suas atitudes. Desenvolva a emoção Frieza e apatia também são emoções, por isso se seu personagem tem até mesmo essas características, evidencie. Explane os sentimentos e faça o sujeito esboçar essa emoção, principalmente quanto estiver trabalhando as reações indicadas no item anterior. Leia também Como escolher o título perfeito para o seu livro Adeque personagem e gênero Vamos pensar em uma história com um certo suspense. Ela pode ter suas cenas de “respiro”, de comicidade ou de romance, mas você concorda que algo assim pede emoções como medo, ansiedade, dúvida, coragem, e que todas essas juntas e combinadas contribuem para criar a atmosfera que o gênero pede? Observe se seus personagens estão tendo reações e emoções condizentes com a proposta e o ritmo da narrativa. Uma cena de ação, por exemplo, pede senso de urgência e perigo, então não faz muito sentido seu personagem estar calmo e relaxado – a menos que seja uma ironia, claro. 3 maneiras de mostrar reações Já que falamos tanto sobre isso, aqui vão algumas dicas de como você pode trabalhar essas reações nos seus personagens Usando diálogo direto Expondo o pensamento Descrevendo a linguagem corporal Combinando os três itens anteriores Voltemos a imaginar a cena onde o personagem é confrontado. Imaginemos que ele está no supermercado e alguém o acusou de ter roubado algo – o que não é verdade. O indivíduo pode retrucar imediatamente, em palavras, e se defender, ou pode ficar tão envergonhado que mesmo sem ter nenhuma culpa, fugir. Do lado de fora, ele pode pensar “O que eu fiz? Por que eu fugi se não fiz nada? O que deu na minha cabeça?”. Então ele fica ofegante, seus olhos arregalam e sua boca fica seca, em um misto de confusão mental e desespero. Ou seja, linguagem corporal, diálogo direto ou não, e pensamento. O que for mais adequado para o objetivo da cena. O que você faz para criar personagens verossímeis? Tem alguma dica para compartilhar? Deixe nos comentários 😉 Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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