Certo dia, perguntaram-me se a leitura era o meu passatempo e eu respondi que não, que a leitura fazia parte de quem eu era e que eu considerava como passatempo outras atividades, como ver filmes, pedalar na praia ou tomar um café em uma franquia ruim de shopping. Eu defendo que a leitura seja um pedaço da vida de qualquer…
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#19 A rotina como uma bússola
Aquela música do Chico Buarque começa assim Todo dia ela faz tudo sempre igual… e segue narrando o cotidiano de um casal comum, uma vida simples e rotineira. Gosto dessa música porque rotina não é uma coisa ruim. Planejar o que vou fazer no dia não me passa a sensação de controle, mas de segurança. Uma vida desorganizada é um…
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#18 Meninas-Tumblr
Eu amo internet e amo escrever. Tive conta em todas as plataformas de blog que surgiram por aí e sempre experimento uma rede social nova, ainda que acabe não me agradando para ficar com ela. O que sempre me encheu os olhos, porém, foi espaços como o Blogspot, o WordPress e o Tumblr. A era Tumblr foi encantadora para quem…
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#17 Podemos tocar o infinito
Desde muito jovem nutri um interesse pelo incomum; não o incomum esquisito, grotesco, e sim o incomum como sinônimo de infrequente, ou, em outras palavras, aquilo sobre o qual não se falava muito, ou não se falava de jeito nenhum. As pessoas ao meu redor costumavam consumir os mesmos conteúdos, se interessar pelos mesmos assuntos, desejar os mesmos desejos e…
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#16 Trinta anos e uma biografia
Biografia é um gênero literário que nunca me atraiu. Certo dia, por pura curiosidade, comecei a ler a biografia do Assis Chateaubriand, o magnata brasileiro das comunicações, um personagem do qual eu tinha ouvido falar por alto e por quem não nutria nenhum tipo de interesse. Continuo não nutrindo, mas me vi fascinada pelo texto de uma biografia. Os fatos…
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#15 Os sonhos são feitos de quê?
Numa determinada sessão de terapia, a psicóloga perguntou quais sonhos eu tinha e eu respondi que nenhum, zero – nada inflava meu peito. Otimista que era, ela me disse que não se podia viver assim e pediu que eu elencasse cinco sonhos em uma folha de papel. A muito custo, listei quatro, todos tão aleatórios quanto dizer que um urso…
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#14 Me dê dez anos, mas eu escolho quais dez
Há dez anos, eu achava que tinha todo o tempo do mundo e, de repente, o tempo passou e eu não vi. Pego-me olhando para trás, pensando o que eu fiz neste intervalo e me vem uma sensação de desperdício, como se tivesse deixado uma torneira aberta e me distraído com qualquer coisa lá fora. Quando dei por mim, estava…
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#13 Perdas e ganhos
Neste texto, para cada história de fracasso, uma história de vitória. Lembram do Soletrando? O quadro do Caldeirão do Huck em que crianças soletravam palavras? Mais ou menos aos doze anos de idade fui selecionada para a etapa estadual e errei a primeira palavra. Eliminada. Aos dez anos, ganhei meu primeiro concurso de redação. Estudei boa parte da minha vida…
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#12 Como descobri a beleza de ser mulher
Certo dia, em um grupo de whatsapp, fui cobrada por estar ausente das conversas. Era um grupo apenas de mulheres, e eu, muito educadamente, justifiquei-me: “Vocês estão sempre falando sobre roupa e maquiagem, eu acho muito chato”. Se abrir a minha necesáire agora, tudo que tem dentro dela são dois ou três batons, um pó compacto, um blush e uma…
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#11 Meus avós
Se eu pudesse viver na narrativa do filme Questão de Tempo, eu usaria o poder de viajar para usufruir um pouco mais da companhia dos meus avós. Tenho pouquíssimas lembranças da minha avó materna, que faleceu quando eu tinha 12 anos de idade, a fase em que você prefere se conectar com uma música no fone de ouvido do que…