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    #30 Daqui para frente sem olhar para trás

    Há mais de um ano venho me preocupando com o dia do fatídico aniversário de 30 anos. Foi ontem. Um dia comum em que fiz faxina em casa, terminei a leitura de de um livro, cozinhei apenas para mim, vi TV, arrumei-me e saí para encontrar os amigos. Mas também fiquei triste, senti-me solitária, dei brecha para uma crise de…

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    #29 Diversão

    Nunca gostei de baladas, de festas e de bebidas, entrei na juventude com o espírito morno de quem acha a música alta demais, o lugar cheio demais e o conforto menos demais. Definitivamente, horas em pé não é para mim – mas ainda me submeto vez ou outra em um show de um artista do qual eu gosto. Sempre preferi…

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    #28 Uma nuvem no céu

    O dicionário conceitua epifania como percepção do significado essencial de alguma coisa, ou pode ser compreendido também como manifestação ou aparição divina. Ouso dizer que tive uma epifania quando olhei para uma nuvem no céu e senti mais do que nunca a presença de Deus. Parece meio cartunesco inferir que Deus está sentado sobre uma nuvem, mas aquela foi uma…

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    #27 Agora e na hora de nossa morte

    Quando “Tempo perdido”, de Legião Urbana, toca em um show, churrasco, barzinho, ou karaokê, cantamos a plenos pulmões que temos todo o tempo do mundo, que somos tão jovens… e por um breve instante acreditamos mesmo que temos e que somos. Para mim, o devaneio dura o exato tempo da música porque um dos fatos que tem estado claro à…

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    #26 A empatia que me falta

    Considero-me um ser humano razoavelmente empático, mas muito pouco dessa empatia é dirigida a mim mesma. Eu diria que quase nada.  Desde quando eu compreendi que meus resultados são consequências diretas do meu esforço – combinado com um pouco de sorte ou da falta dela – eu passei a me cobrar e me punir de maneira bastante rígida. Você não…

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    #25 De repente a vida real

    De toda a vida que idealizei ter aos trinta anos, os únicos pontos que se concretizaram foi ter conseguido um emprego por meios próprios – e não por agrados feitos a quem eu não gostaria de agradar – e ter acesso à leitura e tempo para ler. Porque isso também é uma conquista, quiçá um privilégio. A minha pequena biblioteca…

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    #24 O dia em que tudo começa pra valer

    O evento que marcou a minha transição da juventude para a vida adulta foi perceber que seria eu por mim mesma até que as circunstâncias viessem a se alterar. Já não era mais obrigação dos meus pais prestar qualquer tipo de assistência e eu não tinha um companheiro, então tudo, absolutamente tudo, dependeria apenas de mim.  Na infância, os pais…

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    #23 Minha maior ambição

    Tenho uma feliz memória de uma professora que tive no jardim de infância porque certo dia, mais de vinte anos depois que eu não era mais um mini ser humano de cabelos loiros e cacheados, ela chegou até mim e disse “Eu guardei o primeiro livro que você escreveu, na minha turma”, e me mostrou um livro fininho, com cerca…

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    #22 O que a pandemia levou de mim

    A pandemia roubou de mim o que roubou de muitas pessoas: tempo. Naquele ano de 2020 eu era uma garota empolgada, com muitos planos e pouquíssimas queixas sobre a própria vida. No ano de 2023, eu já era uma mulher frustrada e sem ânimo. É claro que o vírus nada tem a ver com minhas emoções, mas ter passado três…

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    #21 Como é ser feliz?

    Quando você é criança e escuta pela primeira vez que os personagens dos contos de fadas foram felizes para sempre você imagina que a partir dali se estenderá uma condição permanente de júbilo. Felizes para sempre… sempre… nunca mais serão tristes, apenas felizes, para sempre. A felicidade, no entanto, pode durar menos que uma xícara de chá. Você prepara um…

Sabryna Rosa