Ananda é uma adolescente que vê sua vida desmoronar após o divórcio dos pais e a falência dos negócios da família. Fruto do seu comportamento rebelde, é expulsa da escola e obrigada pela mãe a trabalhar em uma modesta oficina de bairro. Nesse novo universo, seu caminho cruza com o de Haroldo, um mecânico simples que tenta superar antigos traumas. Juntos, eles constroem uma amizade bonita e inesperada, até que um segredo escondido nos fundos da propriedade de Haroldo ameaça a relação de confiança entre os dois. Você pode adquirir clicando aqui. Boa leitura!
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Marketing para escritores: 4 estratégias para vender mais livros
Todo escritor sonha em viver de literatura, mas poucos sabem que escrever bem não é suficiente para alcançar esse objetivo. Em um mercado editorial cada vez mais competitivo, entender os fundamentos do marketing literário é o que separa autores que vendem daqueles que ficam esquecidos na prateleira. Neste artigo, você vai conhecer quatro estratégias práticas de marketing para escritores que podem transformar a forma como você planeja, publica e divulga suas obras. 1. Veja o seu texto como um produto Essa é, talvez, a virada de chave mais difícil para quem vem do universo artístico. Escritores prezam pela liberdade criativa, mas se o seu objetivo é viver da escrita, é…
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Infortúnio nosso de cada dia
Na fila do supermercado, a moça do caixa passava os produtos pela registradora com uma certa morosidade. O sujeito na minha frente começou a se queixar, primeiro murmurando sozinho e depois para mim, que nada podia fazer por nenhum de nós dois, senão procurar outro caixa ou desistir da minha compra e ir embora. Mas a necessidade de ter uma mostarda e um desinfetante na minha casa era maior que o aborrecimento da fila que andava devagar. O sujeito, porém, embalado pela primeira reclamação, emendou outras em seguida. Ele estava atrasado para o aniversário da sobrinha e a esposa já havia ligado duas vezes pedindo que ele se apressasse, mas…
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[Resenha] Diálogos sobre a fé – Martin Scorsese e Antonio Spadaro
Sou uma pessoa de poucos hobbies e um deles é assistir a filmes. Religiosamente, aos fins de semana, sem me importar com o nome do diretor (desde que o título esteja bem avaliado no IMDb), ou com o enredo (desde que não seja de terror), ou com o elenco (desde que não tenha o Pedro Pascal, porque estou saturada de vê-lo fazer filmes no atacado), abro um serviço de streaming e me entretenho. Não me considero cinéfila (nada contra, tenho até amigos que são!), sou apenas uma telespectadora que tem na lista dos favoritos filmes considerados medianos pelos especialistas. Se você quiser acompanhar minhas singelas opiniões, este é o meu…
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[Resenha] Livros demais! – Gabriel Zaid
Ler um livro de análise crítica publicado em 2002 é como encontrar um jornal velho, com a diferença de que, no jornal, as notícias de fato envelhecem, e livros como o de Gabriel Zaid tornam-se textos de referência. O que estava acontecendo em 2002? O 11 de setembro havia acabado de acontecer e mudado para sempre a segurança internacional, o Brasil ganhava o pentacampeonato, e a Amazon estava explodindo no comércio editorial. Em uma série de artigos, Zaid analisa a produção massiva de livros, a relação entre oferta e demanda, entre cultura e comércio, o comportamentos de leitores, e lança luz sobre uma questão que ainda hoje é pertinente: o…
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[Resenha] A Máquina do Tempo – H. G. Wells
No século XIX, um cientista entra em uma máquina construída por ele mesmo e se transporta mais de 800 mil anos para o futuro. Lá, encontra uma realidade bastante diferente da que conhecia e, aparentemente, perfeita. Ao longo dos dias, o Viajante do Tempo descobre que tanta harmonia teve um custo. No início do livro, o leitor observa uma reunião que acontece sempre às quinta-feira na casa de um cientista muito curioso e empenhado em criar engenhocas. Seus amigos são um jornalista, um psicólogo, um editor, e outros sujeitos identificados apenas pelas suas ocupações profissionais. Em suma, indivíduos de uma elite letrada que conversa sobre uma série de assuntos enquanto…
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[Resenha] Todos os caminhos levam a Roma – Scott e Kimberly Hahn
Desde a minha conversão, há cerca de cinco anos, eu ouvia falar do livro Todos os caminhos levam a Roma. É um título potente, objetivo, que sugere um conteúdo transformador. Contudo, pouco curiosa que sou, nunca me interessei em ler a sinopse, mas o mantive na minha lista de desejos por um bom tempo, até encontrar um exemplar em um sebo de feira do livro. Eu não sabia que essa edição narrava a conversão do casal Scott e Kimberly Hahn, nascidos e criados – como se diz aqui na minha terra – em famílias protestantes e convertidos ao catolicismo já adultos, casados, e pais de três filhos. No livro, ora…
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[Resenha] Filha – Manoela Sawitzki
Existe uma legião de filhos e filhas de pais desfuncionais que compartilha experiências e sentimentos semelhantes da própria história. Manoela Sawitzki divide com o leitor parte de suas memórias nesse relato quase autobiográfico e de título puramente sugestivo: Filha. A narrativa se desconstrói em volta da relação de uma filha caçula com seu pai, um sujeito autoritário, alcóolatra, violento, mas ainda seu pai. A voz do texto volta aos 11 anos de idade e, fase a fase, vai contando como era conviver com o inimigo sangue do seu sangue. Num contexto de anos 80-90, tudo era ainda mais complexo, uma vez que as relações domésticas se entrelaçavam às circunstâncias da…
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[Resenha] Robinson Crusoé – Daniel Defoe
O primeiro requisito para apreciar a leitura de Robinson Crusoé é ter inclinação para gostar de diários. O segundo é não se aborrecer com descrições minuciosas. Como eu não tenho nem um dos dois, não foi um livro de que gostei muito. Contudo, ainda foi uma leitura proveitosa. A narrativa não é dividida em capítulos. São apenas duas partes, onde a primeira conta o início da vida do protagonista como marinheiro, e a segunda narra como ele sobreviveu sozinho em uma ilha remota. Tudo pelo viés do próprio Crusoé, que expõe também suas reflexões pessoais nos momentos de triunfo e de fracasso. O primeiro sentimento escancarado é o de arrependimento.…
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O Natal da Senhora Deise
Aquela hora do dia sempre chegava. Eu estava sentado no sofá, no meio da tarde chuvosa, com minhas velhas e confortáveis meias, quando minha mãe me mandava ao mercado comprar algum item que havia esquecido para o jantar. Era a tarde mais preguiçosa e aconchegante do ano, não fosse a bendita caixa de leite que escapara da lista de compras no dia anterior e agora cabia a mim e ao meu irmão buscar. Ainda havia isso: era preciso ir na companhia de Marcos. Por um lado, era justo, pois nenhum de nós dois seria beneficiado enquanto o outro fosse punido a sair sob a chuva. Por outro, meu irmão caçula…



























