Eu passei sete anos sem publicar nada. Entre Cafés Amargos, meu primeiro romance, e Exposição de Luxo, meu primeiro conto publicado para venda, eu fiquei sete anos sem entrar em nenhum projeto sério de escrita. Em primeiro lugar eu não me via como escritora – falei sobre isso nesse texto aqui –, eu me via como alguém que gostava de contar histórias e teve sorte no primeiro concurso literário que participou. Essa postura, essa ausência de uma identidade literária própria me fez procrastinar a minha carreira durante muito tempo. Eu tinha pensamentos como “Depois da faculdade eu volto a escrever”, “Depois que eu conseguir um emprego fixo eu posso escrever…
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Como saber que tipo de livro escrever
Depois de tomar a decisão de escrever nós costumamos nos deparar com questões ainda mais cabeludas. O que escrever? Que tipo de história? Qual gênero? Em que formato? Hoje eu trouxe algumas dicas para você responder todas essas perguntas e saber que tipo de livro escrever. Ficção ou não ficção? A ficção é o formato de texto mais popular entre leitores e escritores. Aqui estão aquelas histórias criadas do zero, imaginadas na mente do escritor e transportadas para o papel. O autor tem liberdade de criação, podendo criar animais falantes, personagens mágicos, universos paralelos e países com sistemas próprios. Ou pode permanecer na realidade já conhecida, mas trabalhando eventos únicos…
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Como escolher o título perfeito para o seu livro
Títulos são importantes. Uma das partes mais importantes do seu livro. Sua história pode ser a melhor coisa escrita desde a invenção do alfabeto, mas se não tiver um bom título ela pode nunca ser atraente o bastante para ser lida. Mas o que é um bom título? Na minha opinião é aquele que não engana o seu leitor, mas que também não entrega o jogo. É aquele que dá o tom do livro, que chama o leitor para sentar e ter uma conversa sem hora para chegar ao fim. Nesse artigo eu abordo os tipos mais comuns de títulos e como você pode escolher o seu a partir de…
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Vale a pena escrever?
As últimas notícias sobre o novo imposto sobre o livro me deixaram muito pra baixo. Imposto, tributo, taxa, não sei o nome correto, e também acho que, em termos gerais, isso é o de menos. Fiquei chateada, revoltada, desanimada, tudo que uma leitora pode ficar ao saber que seus preciosos livros podem ficar cada dia mais caros e inacessíveis. Mas esse não é exatamente um artigo para discutir as nuances políticas, econômicas e culturais desse assunto, mas para aproveitar esse gancho e falar como eu tenho me sentido como escritora nos últimos tempos. Eu sempre fui ciente de que viver da escrita no Brasil é um ofício complicado. Já devo…
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Mostre, não conte: dicas para aplicar o conselho mais popular da escrita
Praticamente todo livro de escrita criativa que se propõe a dar dicas para elaborar uma narrativa vem com o famoso “Show, don’t tell”, ou “Mostre, não conte” ou “Não conte, mostre” ou a ordem que você quiser usar sem alterar o sentido. Essa técnica consiste em mostrar o que está acontecendo na cena em vez de simplesmente entregar os acontecimentos e roubar do seu leitor a maravilha que é absorver os eventos por si só. Você o conduz pela narrativa e deixa o resto com ele. Exemplo: em vez de dizer “Ana estava com fome”, diga “Ana sentiu um rebuliço no estômago causado pelas dozes horas que se passaram desde…
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Escrever enquanto escreve
Eu sigo alguns perfis de escritores estrangeiros no Instagram e nas fotos eles sempre estão com um caderno cheio de anotações ao lado do computador. Meu inglês é sofrível demais para perguntar nos comentários o que eles escrevem, mas com o tempo fui deduzindo que são anotações sobre o que eles estão fazendo na telinha. Um deles inclusive escreve cenas inteiras no papel e tira um dia na semana exclusivamente para copiá-las em documentos digitais (o Google tradutor me ajudou a entender). Isso despertou minha atenção porque era algo que eu nunca tinha feito embora às vezes realmente sentisse falta de um espaço analógico para rabiscar. O planejamento do meu…
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5 dicas para criar um bom conflito central
O conflito central é o ponto mais importante da sua trama, o motivo da sua história existir. Seu herói vai caminhar para lá e todo os outros personagens vão trabalhar para ajudá-lo ou atrapalhá-lo. Mas como saber se o conflito é empolgante o suficiente? Hoje eu trouxe 5 dicas para criar um bom conflito central e conferir valor para a história que você quer contar. 1. Um risco vencível Você não pode dar ao seu herói uma tarefa impossível de cumprir. Pode, e até deve, ser o mais difícil possível, mas ele precisa ter um jeito de vencer. E por risco eu não quero dizer exatamente um monstro de quinze…
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Inspiração para escrever: isso existe?
Desde o meu primeiro livro, Cafés Amargos, publicado em 2013, eu passei um bom tempo sem escrever. Digo, escrever outras histórias. Eu estava no meio da faculdade e sedenta para concluir a universidade, ao mesmo tempo em que me envolvia em outros projetos de estudos e ia deixando a escrita para depois. Até o ano passado meu plano era: depois que eu conseguir determinada coisa, minha mente estará mais tranquila e então posso voltar a escrever sem maiores preocupações. Por que eu disse isso? Porque eu sabia que escrever iria me demandar não só tempo como uma preparação técnica e teórica por trás. O fato é que essa tal coisa…
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3 dicas para escrever todos os dias
Caro, escritor, antes de mais nada gostaria de pontuar que escrever todos os dias é importante, mas, na minha opinião, não é o que vai definir o seu sucesso ou o seu fracasso na escrita, pelo menos não de maneira definitiva. Por que? Porque escrever diariamente pode não funcionar na sua realidade e isso não significa que você deve desistir de terminar seu livro. Escrever sempre que puder, isso sim, pode fazer a diferença. Se puder todos os dias, ótimo, se puder apenas aos fins de semana, válido também. Mas seja honesto com você mesmo, se encontra um horário para escrever e não escreve, você tem uma barreira. Esse texto…
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Como fui de leitora a escritora
Comecei a ler com três anos de idade. Éramos apenas eu, minha mãe e meu pai. Minha mãe, que sempre foi professora, ficava a maior parte do dia comigo e tratou logo de me ensinar as primeiras palavras. Comprou revistas em quadrinhos e em pouco tempo eu já conhecia toda a Turma da Mônica. Nessa época erámos nordestinos morando em São Paulo por causa da oferta de emprego que era maior. Quando voltamos ao Maranhão eu, com cinco anos, fui para a escola pela primeira vez, já um pouco adiantada dos coleguinhas porque sabia ler e escrever. Esse intervalo entre o jardim de infância e o ensino fundamental não é…


























