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3 problemas que todo escritor iniciante enfrenta

1. Você acredita que pode ser escritor, mas as outras pessoas não Quando iniciamos um novo projeto pode bater aquela vontade de compartilhar sobre ele com as pessoas mais próximas, mas nem sempre ouviremos delas uma resposta motivadora. Nem sempre elas farão por mal, às vezes é desconhecimento do assunto ou apenas um desejo de querer o melhor para você – ainda que elas não saibam exatamente o que é melhor.  Algumas ações que podem fazer a diferença nesse caso: 2. Você escreve, mas ninguém lê Esse é um ponto muito comum entre escritores iniciantes e a dica que eu posso dar a você, é: não seja o chato do “Lê meu livro!”. Da mesma forma que ninguém gosta daquele vendedor que fica atrás do cliente oferecendo cartão, ninguém gostará que você fique empurrando o livro, ou os seus textos, goela abaixo. Isso não quer dizer que você não possa divulgar links, ofertas, etc, para as pessoas, só tenha bom senso e tome o cuidado de não intimidar ninguém. Lembre-se: ninguém é obrigado a ler nada do que você escreve, seu papel é ser tão bom que as pessoas, naturalmente, terão o desejo de ler. Leia também Resumir e construir cenas: qual a diferença e como usar da maneira certa no seu texto 3. Você tem medo de publicar As duas questões acima somadas a outros fatores podem acentuar uma questão que todo escritor já tem dentro de si: o medo de não publicar. Entenda, isso é perfeitamente normal, o que não é normal é isso te paralisar para sempre. É totalmente compreensível que no começo você não esteja seguro para publicar e queira esperar lapidar mais os seus textos antes de sair divulgando por aí, mas tenha empatia e paciência consigo mesmo para criar coragem de publicar ainda que não esteja perfeito.  Escreva com habitualidade, leia bastante e revise o máximo que puder, até sentir que chegou na melhor versão do seu romance, conto ou crônica. Se possível, peça para alguém ler, como um teste, e ouça o que aquela pessoa tem a comentar. Se ainda assim tiver medo, vá com medo mesmo. O próprio tempo, aliado à prática, se encarregará de melhorar a sua escrita. Se esperar escrever uma obra-prima para publicar, demorará um bocado para começar a colher os frutos. Você é um escritor iniciante? Algum desses medos faz parte da sua vida? Quais os outros receios que incomodam e atrapalham a sua carreira? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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7 dicas para criar o hábito da escrita

Escrever pode parecer fácil quando temos um rompante de criatividade e o texto já surge semipronto na cabeça, só no ponto de colocar no papel. É a tal da inspiração. Acontece que esse fenômeno não acontece todos os dias. Na verdade, ele costuma ser raro e mesmo assim precisamos escrever e praticar. Por isso, no artigo de hoje temos 7 dicas para criar o hábito da escrita e escrever mesmo nos dias nublados. 1) Escreva sobre o que você sabe Olhe para a sua vida e o seu contexto e tire ideias dali. Se você é um professor de ensino médio, escreva sobre adolescentes, ou sobre educação, ou sobre um personagem enfrentando os desafios do ensino. Se você é um assistente financeiro da sua empresa, escreva sobre casos fraudulentos ou empresas de família. Imagine um grande mistério envolvendo autoridades ou um romance entre uma garota nova no setor e um carinha que entende muito de números. Sua realidade pode parecer comum, mas com um olhar mais apurado você pode ver ideias bem criativas. 2) Escreva para pessoas como você O que você gostaria de ler? Qual tipo de livro te interessa ou qual narrativa você compraria depois de ler a sinopse? Eu, por exemplo, adoro histórias de dramas e pessoas vivendo conflitos internos, por isso minhas histórias quase sempre rodeiam essa temática. Ao trabalhar com temas familiares você se sente mais confortável para escrever do que tentar trabalhar com assuntos estranhos. Baixe gratuitamente o Guia Prático para Criação de Personagens 3) Leia bastante Uma dica clássica e indispensável. Ao ler você entra em contato com outras histórias e essas histórias provavelmente vão gerar ideias, e com ideias frescas você fica no pique para escrever! Separe um tempo para leitura e logo em seguida emende uma sessão de escrita. Faça esse teste e me conte depois. 4) Pratique outras atividades criativas Às vezes tudo que precisamos é de um lápis de cor e umas tintas mesmo sem saber nada sobre desenhos e pinturas, ou de um fim de tarde observando que a luz está ótima para tirar foto de uma flor qualquer na rua. Desperte o seu olhar para outros tipos de criações. Leia também 3 dicas para escrever todos os dias 5) Pratique o ócio Criar um repertório é importante, mas deixá-lo ganhar forma também, e isso só é possível se você tirar um tempo sem fazer nada ou só para pensar em qualquer coisa. Os mil filmes e livros que você vê, as músicas que ouve, as publicações do Instagram que você curte, tudo isso vira um bolo dentro da sua cabeça e às vezes é necessário dar a oportunidade para que não se transforme em um emaranhado de informações sem utilidade. Fique um tempo ocioso apenas vendo o tempo passar. 6) Escreva sobre coisas aleatórias Já experimentou ter um diário? Um diário não precisa ser bem decorado como as fotos do Pinterest e nem conter grandes segredos. Basta que você esvazie sua mente e escreva sobre o que vem pensando nos últimos dias. Suas preocupações, alegrias, ideias… tire da cabeça e deixe no papel. Na hora de escrever suas histórias a cabeça estará mais livre. Conheça meus livros 7) Seja um leitor beta Um leitor beta é alguém que lê uma história e dá um pitaco sobre ela. Se você já escreveu um livro já deve ter ouvido falar nos betas. E você também pode ser um, basta encontrar um escritor por aí precisando de um leitor para dar uma opinião sobre o seu livro. Mas como isso pode me ajudar a ter o hábito da escrita? Ao avaliar uma obra semiacabada você pode identificar erros que porventura também comete, ou podem surgir sugestões úteis para sua história também. Isso dará você a vontade de sair correndo e trabalhar no próprio livro. Criar o hábito de escrita é trabalhoso como criar qualquer outro hábito. Precisa de um pouco de paciência e dedicação, mas vale a pena. Se você ama escrever, sentar e colocar as palavras no papel não é tão custoso assim, você só precisa saber lidar com a eventual falta de inspiração ou criatividade. Por isso as 7 dicas para criar o hábito da escrita podem ajudar. Me conta depois se funcionou? Aguardo sua resposta. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Como conectar a história ao leitor

O desejo de todo escritor é produzir algo tão incrível que fique na cabeça no leitor e o deixe com vontade recomendar a outras pessoas e inserir o livro na lista de favoritos. Nosso objetivo é criar uma conexão forte e duradoura com o público. Mas como fazer isso? Quais elementos nosso livro precisa ter para fisgar o leitor do começo ao fim? Veja agora como conectar a história ao leitor e encantá-lo com a sua escrita e criatividade. Surpreenda nas primeiras linhas As primeiras páginas são fundamentais para atrair o leitor e convencê-lo a seguir com a leitura. Você não precisa entregar tudo de bandeja ou acelerar a narrativa para que ela chegue logo no conflito, mas tente não perder muito tempo descrevendo cenários ou personagens. Faça algo acontecer logo. Apresente o que precisa ser apresentado e siga em frente. Evite começar com diálogos Sabe quando você entra numa sala e ouve uma conversa pela metade? Você não entende nada, certo? É mais ou menos essa a sensação que você causa ao leitor quando começa a sua narrativa com um diálogo. Use esse recursos apenas em casos muito específicos, como em falas que começam e terminam em si mesmo, sem deixar o leitor perdido no que está acontecendo na cena – ainda que você venha a explicar depois. Leia também 5 dicas para criar um bom conflito central Desperte sentimentos Não interessa qual seja o gênero, o leitor quer sentir alguma coisa. Medo, tensão, empatia, raiva… nós detestamos leituras apáticas. Aquelas narrativas onde nada de empolgante acontece, e se acontece parece um evento comum do dia a dia, evite. Até em eventos comuns você deve trabalhar para dizer algo a quem está lendo e a maneira de fazer isso é através dos agentes mais importantes da história: os personagens. Os personagens são o elo de identificação entre o leitor e a narrativa, é no lugar deles que o sujeito se coloca e são as suas ações que estão em jogo e em julgamento. Ele vai escolher um lado, amar e odiar, desejar a morte ou torcer pela vitória e cabe a você provocar essas reações. Não exagere nos detalhes Uma das coisas mais legais para quem está lendo é imaginar o local onde a cena está se desenrolando. Por isso os escritores devem descrever, mas não exagerar. Deixar aquele gostinho de “mistério”, sabe? É claro que alguns leitores adoram detalhes, mas, ainda assim, devemos tolher a mão e não se exceder, até por uma questão de bom senso, ou teremos páginas e página de descrições que não acrescentam em nada no andar da história. Mantenha o clímax Eu gosto muito do recurso narrativo de criar pequenos conflitos dentro do conflito principal porque acho que isso motiva o leitor a seguir em frente e dá mais emoção à trama. Também é interessante não esquecer que o herói está indo rumo a um objetivo e todas as ações e eventos durante o livro devem convergir para isso. Às vezes, nos perdemos em cenas desnecessárias, eventos paralelos, e esquecemos de que há um personagem ali com uma missão a cumprir. Toda ação tem uma reação Se seu personagem fez algo ruim, provavelmente o leitor vai esperar por uma punição ou consequência, ainda que a consequência seja não ter punição nenhuma. Não deixe pontas soltas e eventos em aberto. Explique o que aconteceu ou o desenrolar daquela ação. Levar o leitor por uma jornada empolgante é um exercício a se fazer a cada livro que escrevemos. Nossa missão de transmitir a nossa mensagem através de uma história é o motor que impulsiona nossa escrita e faz tudo ser ainda mais mágico. Mas, como para quase tudo na vida, uma ajudinha técnica cai muito bem, não é? Hoje você aprendeu como conectar a história ao leitor através de recursos aplicáveis e fáceis de resolver com a prática. Quais deles você já usa na sua escrita? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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5 motivos para você usar o Medium

Eu sou fã de carteirinha do Medium pela sua praticidade e facilidade em criar conteúdo. Embora eu acredite que ter uma página com domínio próprio contribua para sua autoridade na internet, esse não é o caminho mais urgente para se tomar no início de uma identidade virtual. Há inúmeras opções gratuitas e hoje eu vou trago 5 motivos para você usar o Medium como plataforma pessoal. 1. É um recurso gratuito Como praticamente tudo na internet, o Medium possui sua versão paga e a gratuita. O que muda? Na versão paga você lê conteúdos Premium e na gratuita você tem acesso limitado a eles. Na sua produção de conteúdo não muda substancialmente nada. Você pode se cadastrar hoje mesmo e começar a postar seus textos de maneira cem por cento liberada. 2. A distribuição de conteúdo é ótima O Medium é uma espécie de rede social de blogs. As postagens circulam dentro da plataforma e rankeiam muito bem fora dela, como no Google. Claro que usar as estratégias de SEO e fazer sua própria divulgação fora do Medium ajuda muito, mas, no geral, eu acho que o conteúdo circula muito melhor por lá do que no WordPress, por exemplo. Participe do canal do Telegram Escritores do Presente e receba conteúdos exclusivos Eu recebo centenas de acesso todos os dias, de artigos publicados há mais de dois anos, inclusive, sem fazer absolutamente nada para isso. 3. Layout padronizado Uma das coisas mais fantásticas no Medium é não precisar investir muito tempo no design, pois ele é, em regra, padronizado. Há alguns meses uma atualização no sistema deu aos usuários a possibilidade de mudar alguns elementos, como fontes, cores, posição das fotos, etc. Mas se isso não faz diferença para você basta usar o layout padrão que por si só ele já é bem limpo e bonito. 4. Interação com os usuários Funcionando como rede social, dentro do Medium é possível seguir e ser seguido por outros usuários. Na sua tela inicial aparecem artigos das pessoas que você segue e de assuntos do seu interesse (você seleciona isso ao se cadastrar e pode editar sempre que quiser nas Configurações). Você pode comentar, aplaudir (curtir) publicações e responder comentários feitos nos seus artigos. Baixe gratuitamente o Guia Prático para Criação de Personagens E o mais legal é que esse sistema não impede que leitores de fora do Medium acessem as suas postagens, ou seja, você pode divulgar onde quiser e todo mundo pode ler, mesmo não sendo usuário da plataforma. 5. Conteúdo de qualidade disponível O Medium é, em essência, uma plataforma feita por escritores para escritores. Por isso o conteúdo publicado lá costuma ser de muita qualidade. São artigos sobre os mais variados temas, assuntos e editorias. É certo que a maior parte deles está privado para membros, ou em inglês, mas nada que um tradutor online não dê uma mãozinha. Além de ter bastante conteúdo nacional incrível também. Por isso capriche nas suas publicações, use os recursos de imagem, links, vídeos, e ofereça ao seu público um conteúdo de qualidade à altura. O que postar no meu perfil do Medium? Todo tipo de conteúdo que você considerar mais extenso ou aprofundado para postar em plataforma como Instagram por exemplo. Leia também 7 dicas de marketing para escritores Você pode publicar contos, crônicas ou até mesmo poemas. Pode fazer um texto mais pessoal contando alguma experiência, dando alguma opinião ou comentando um fato público. Pessoalmente, eu gosto muito de publicar resenhas, dicas de escrita e textos mais íntimos ou “poéticos”. Acho que casa bem com a vibe do Medium. Medium ou Site Pessoal? Como eu disse, ter um site ou blog com domínio próprio dá a você uma “propriedade online”, um lugar para funcionar como um cartão de visitas e deixar registrado informações importantes sobre você e seus livros. Se você pode investir em um site próprio, faça, mas se não pode ou quer começar conhecendo o terreno online, crie uma conta no Medium e comece por lá. Nada impede que você tenha ambos, o que é meu caso, e trace uma estratégia de distribuição de conteúdo nas duas plataformas. É verdade que o Medium paga para produzir conteúdo? Sim, é, mas esse sistema ainda não funciona no Brasil (inclusive já passou da hora hein). Cada vez que você se deparar com uma estrelinha ao lado do título de um artigo significa que aquele é um conteúdo Premium. Cada usuário tem acesso a três leituras Premium por mês sem custos, acima disso apenas fazendo a assinatura (em dólares). Conheça meus livros Quando um autor publica seu conteúdo ele pode marcar a opção de incluí-lo entre as publicações exclusivas para membros e a cada leitura ele ganha um percentual em dinheiro (o dinheiro das assinaturas). Ou seja, como leitor você paga para ler, se desejar, e como escritor você recebe por ser lido. Mas a segunda parte desse sistema só está disponível para alguns países. O que você acha do Medium como plataforma pessoal de publicação? Que tal experimentar? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Resumir e construir cenas: qual a diferença e como usar da maneira certa no seu texto

A sua narrativa ficcional é construída com cenas. Cenas lentas, cenas rápidas, cenas importantes e cenas de “respiro” (aquelas onde o personagem não está fazendo nada de muito interessante, aparentemente), mas todas elas precisam ter uma função, que é fazer a história caminhar. Por isso, é fundamental que você saiba a hora certa de deixar o texto mais enxuto ou detalhado. Veja agora a diferença entre resumir e construir cenas e como usar da maneira certa no seu texto. Observe os seguintes trechos: “Aurélio saiu de casa, ansioso, quase nervoso, e encontrou sua vizinha Marta na calçada. Talvez pudesse matar um pouco de tempo conversando com ela e no fim das contas decidir que era melhor não ir aonde estava indo.— Olá, Marta. Como vai?Marta respondeu:— Bem, e você?— Onde vai com tanta pressa?— Para a escola! Estou atrasadíssima!— Boa aula!— Obrigada! – Marta acenou e virou a esquina com o passo apressado”. Participe do canal do Telegram Escritores do Presente e receba conteúdos exclusivos Agora considere alguns pontos: 1) Aurélio é o protagonista da história e essa é a cena onde ele sai de casa para encontrar o seu pai, com quem não tem uma relação muito boa. Na cena seguinte eles conversam e os dois decidem tomar atitudes para melhorar o relacionamento, ou seja, essa é uma passagem importante para o protagonista pois mexe com o seu lado emocional. 2) Marta não é “ninguém” na história. Ela aparece uma vez ou outra, mas não faz tanta diferença para a narrativa. Ela tem sua função em pontos bem definidos e essa cena da calçada não é um deles. Leia também Como se destacar como autor independente O que eu quero dizer com isso? Que essa cena não deveria ser narrada com tantos detalhes, uma vez que sua influência no que vai acontecer a seguir, ou na história como um todo, é muito pequena. Agora leia um trecho substituto: “Aurélio saiu de casa, ansioso, quase nervoso, e encontrou sua vizinha Marta na calçada. Talvez pudesse matar um pouco de tempo conversando com ela e no fim das contas decidir que era melhor não ir aonde estava indo. Mas assim que ele a cumprimentou percebeu que a pressa dela era bem maior do que a sua. Estou atrasada para a escola!, ela respondeu e virou a esquina em disparada. Ele desejou uma boa aula e seguiu em frente”. Conheça meus livros Percebem como a dinâmica é diferente? Você não toma o tempo do seu leitor com diálogos sem funções objetivas. Essa é a diferença entre resumir e construir cenas: Resumir: narrar em poucas palavras um fato, não entrar em detalhes e ir direto para a informação. Construir: ambientar o cenário, desenvolver a atmosfera, dar atenção ao movimento dos personagens e trabalhar bem os diálogos. Baixe gratuitamente o Guia Prático para Criação de Personagens Quando usar o resumo e quando usar a construção? Depende da intenção da cena que você está trabalhando. Qual a importância dela para o progresso da história? No nosso exemplo, a conversa de Aurélio com o pai parece importante demais para ser resumida, ao contrário do breve encontro que o personagem teve com a vizinha, um acaso que no fim das contas não influenciou no evento seguinte. Agora, se nós decidíssemos que em vez de continuar seu caminho Marta parasse alguns minutos para conversar com o amigo e aconselhasse-o a não ir conversar o pai, aí sim teríamos uma cena apropriada para desenvolver em vez de apenas resumir. Escolher entre resumir ou construir cenas evita que a sua história se prolongue em partes “chatas” e desnecessárias ou dê a impressão de você estar enchendo linguiça. Em vez disso ofereça logo ao seu leitor o que interessa: ação, desenvolvimento e progresso da narrativa. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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9 tipos de enredos e como escolher o seu

Enredo, ou plot, é o esqueleto da sua narrativa. A estrutura onde seus personagens caminham durante suas jornadas. Você sabe que tem um enredo bem definido quando consegue sintetizá-lo em poucas palavras, como, por exemplo “Uma princesa que foge de sua madastra e encontra uma casa com sete anões”. Mas você sabia que alguns tipos de enredos são os mais comuns em narrativas? Descubra agora 9 tipos de enredos e como escolher o seu na hora de escrever o seu livro. 1. Enredo de amor Casal que se ama, se separa ou encontra um obstáculo para ficar junto. O final pode ser feliz ou infeliz. Exemplo: Um casal se conhece em uma noite de karaokê e logo se sente atraído, mas ela esconde um segredo que pode arruinar a relação. 2. Enredo de êxito O personagem faz uma jornada rumo a uma vitória pessoal. Exemplo: Um homem comum constrói do zero sua empresa de plásticos reciclados. Participe do grupo do Telegram Escritores do Presente 3. Enredo de gata borralheira O herói se transforma de humilde em ilustre. Exemplo: Um filho de um catador de recicláveis constrói do zero uma empresa de sucesso no ramo da reciclagem. 4. Enredo do triângulo Amoroso ou não, nesse enredo as três pessoas podem estar envolvidas em um objetivo ou conflito comum ou uma delas pode ser a antagonista. Exemplo: Um casal está prestes a se casar quando um amor de infância do rapaz retorna à cidade e mexe com seus sentimentos. 5. Enredo do regresso O herói volta para casa (geralmente depois de uma longa jornada em busca de algo). Exemplo: Depois de vários anos servindo no Exército, um homem volta para sua cidade, no interior, onde encontra uma atmosfera completamente diferente daquela que deixara no passado. 6. Enredo da vingança O personagem sai em busca de justiça. Exemplo: Uma mulher perdeu os pais para a máfia quando era criança. Na fuga para se salvar, ela para em uma cidade muito distante, mas durante toda a sua vida pensou no dia que voltaria para consertar seu passado. Leia também 5 lições para escritores 7. Enredo da conversão O que era mal se torna bom (geralmente no fim da história). Exemplo: Um homem cresceu no crime e tratava seus inimigos sem piedade até o dia em que uma criança fora deixada na porta de sua casa. Ele passa a ser seu tutor e resolve ser uma pessoa melhor para ela. 8. Enredo de sacrifício O herói se sacrifica por algo ou alguém. Exemplo: Uma mulher com seu filho perde tudo do dia para a noite. Na rua, sem dinheiro e sem ter a quem recorrer, ela decide oferecer sua vida à prostituição para salvá-lo da fome. Conheça meus livros 9. Enredo da família Aborda a relação entre grupos ou famílias. Exemplo: Em um mundo mágico, dois clãs disputam o poder pelo trono. Como escolher o meu tipo de enredo? Essa resposta costuma estar naquilo que você costuma ler. Dentre os enredos acima, você identificou algum mais recorrente entre suas leituras recentes? Experimente começar escrevendo sobre aquilo que é familiar para você. Outra sugestão é criar uma sinopse para cada tipo de enredo – mais ou menos como eu fiz acima, de maneira bem breve e objetiva – e observar qual(is) dele(s) você gostaria de desenvolver em uma história. Qual seu tipo de enredo preferido? Deixe nos comentários Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Bastidores

Era uma vez uma contista de romances

Escrever contos é uma das melhores maneiras de praticar a escrita, mas, para mim, uma contadora de longas histórias, não é o mais fácil dos exercícios. A começar pelo tamanho da narrativa. Como assim eu preciso contar em cinco páginas toda a vida de Juliana se eu tenho ótimos episódios para destrinchar desde antes do seu nascimento, quando sua mãe achou que a gravidez era um simples acesso de gases? Como eu vou apresentar, em tão poucas linhas, a amizade com Lana, a amiga do jardim de infância que dividiu sua torta de banana em um dia triste no recreio? Participe do canal do Telegram Escritores do Presente E como, por Deus, eu vou ter espaço para lembrar do dia que Juliana se encontrou com Diego, embaixo de um pé de amêndoas, e a polícia apareceu achando que os dois eram fugitivos de um assalto na região? A história de Juliana é muito boa para caber em cinco páginas. Sem contar quando aparecem aqueles editais de concursos literários dizendo em um tópico bem incisivo que contos com mais de duas laudas não serão aceitos? Tá de brincadeira?! Duas laudas? Isso dá pra mal pra começar! E aí você se vê enxugando a narrativa ao máximo até dizer com êxito tudo que você quer dizer. E com poesia. A verdade é que contos me tiram da zona de conforto e com isso me levam a lapidar a minha história sem, no entanto, deixá-la pobre. É claro que um conto e um romance não podem ser comparados só por aí, não é uma simples escolha de estrutura ou um castigo para escritores que escrevem demais. Algumas coisas não podem ser ditas em algumas páginas e outras só são bem faladas se escritas em centenas delas. Leia também Minhas histórias são horríveis O que quero dizer é que escrever contos me faz arrancar os cabelos, mas também me leva a escrever sobre o que realmente importa: o evento pelo qual o protagonista está passando. Sabe, às vezes não importa de onde ele veio, quem são seus pais ou como seu primeiro beijo mal dado o levou a não cumprimentar aquela moça por vários anos, por pura vergonha; às vezes, o leitor só quer saber se ele vai conseguir sair do metrô a tempo de não se atrasar para a entrevista de emprego. É claro que eu, Sabryna, poderia delinear todo um pano de fundo e inventar, de última hora, uma secretária bonita, simpática, cujo vestido de bolinhas iria chamar a atenção dele, ou um chefe bem humorado que riria do seu atraso e diria “Tudo bem, acontece, não se preocupe pois está contratado mesmo assim” e no final se mostrasse um serial killer de primeira. Possibilidades, sabe? Opções que o romancista tem que fingir não ver pulando de um lado para o outro em cima do teclado como duendes recém saídos de uma toca qualquer. Um conto é um conto, um romance é um romance. Conheça meus livros Dito isso, comecei a escrever um conto. Para não me perder em devaneios narrativos, fui logo para o que interessava: o protagonista correndo no meio de uma floresta à procura da esposa e da filha. Foi um bom começo, pois começaram a surgir em minha cabeça as mesmas perguntas que provavelmente surgirão no leitor: Por que ele está correndo? O que aconteceu? E essas perguntas vão me guiando através da narrativa rápida, fluída, e que entrega o que promete: um evento e o desenrolar dele. Leia aqui o meu conto Fique na floresta Não tenho feito estudos mais aprofundados sobre a escrita do conto, falha minha até aqui, e por enquanto eles têm servidos de exercício, de alimento para meus leitores e de conteúdo para minhas plataformas. Quem sabe no futuro eu não assine como romancista E contista? Só preciso me empolgar menos na hora de escrever. Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Para Escritores

5 sinais de que você está no caminho certo como escritor

Sucesso é um conceito subjetivo, por isso vamos entender “caminho certo” como a sua jornada de escrita e publicação, partindo do pressuposto de que você já se assumiu escritor e vem trilhando esse caminho a cada dia com mais entusiasmo e dedicação. Mas como saber que suas ações vão gerar resultados? Apenas a aplicação delas combinadas com o tempo irá dizer, mas eu tenho aqui 5 sinais de que você está no caminho certo como escritor. Quando tiveres cumprido o teu dever, resta-te ainda outro: mostrares-te satisfeito. Johann Goethe 1. Você não tem mais medo de publicar Para ser escritor basta escrever. Teoricamente. Você pode ser um escritor no seu quarto, na sua varanda, onde quiser, e ninguém nunca saber disso, mas se você quer ser lido, precisa publicar. Se você já passou da fase de ter medo de mostrar seus textos (todos nós, ou pelo menos a maioria, teve esse medo), é um ótimo sinal. Na verdade, é uma vitória! Você acaba de superar uma das barreiras mais bloqueadoras na escrita. 2. Você entende que compromisso e disciplina funcionam melhor que a inspiração Não adianta me enganar, eu sei que você já foi aquele escritor com uma folha de papel na frente – análoga ou digital – esperando a inspiração aparecer como em um passe de mágica e oferecer a ideia perfeita. Eu sei porque também já fui essa escritora. Até que um dia entendemos que não é bem assim que a banda toca. Nos dias inspirados, ótimos, escrevemos com alegria. Nos dias não inspirados escrevemos mesmo assim porque entendemos que desse compromisso depende a conclusão do nosso livro. Leia também 5 lições para escritores 3. Você entende que seu livro é um produto Seu livro é uma arte, ninguém discorda disso, mas no instante em que decide vendê-lo, ele precisa atender a uma lógica de mercado. E você sabe que isso não significa tratá-lo como um produto qualquer, a ser vendido de qualquer jeito, para qualquer um que passar na porta. Significa que você deverá se preocupar com a embalagem (capa), conteúdo (revisão, edição), marketing, pós-venda (relacionamento com os leitores), e outros itens que fazem a diferença na publicação. Seu diferencial é não ignorar esses elementos. Participe do canal do Telegram Escritores do Presente 4. Você se conecta com seus leitores Você já saiu do seu quarto, já abriu as janelas da varanda, já deixou entrar um pouco de ar nos seus materiais de escrita. Você deixou seu perfil do Instagram público e passou a vê-lo de maneira mais profissional. Você busca seus leitores e quando encontra se mostra disponível, responde mensagens, agradece os elogios e deixa um gosto de expectativa no ar. Você entende que seus leitores e você são um time. Conheça meus livros 5. Você tem sede de conhecimento Estudar deixou de ser uma atividade enfadonha e agora você não perde um artigo sobre dicas de escrita, tem sua lista de livros desejados sobre o tema e está sempre de olhos nos cursos que estão no saindo no mercado. Você gosta de aprender e sabe a diferença que isso faz na sua escrita. Você está constantemente dizendo “Uau, é isso mesmo!”, “Eu consegui”, “Essa técnica é incrível”, “Esse autor sabe muito, virou minha referência”. Então tudo ao seu redor é aprendizado. O que você está fazendo pela sua carreira de escritor? Onde quer chegar e de onde já partiu? Comemore suas conquistas! E quais dos 5 sinais de que você está no caminho certo como escritor você identificou? Deixe seu comentário Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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O que ler para ser um bom escritor

Um escritor é antes de tudo um leitor. Como poderíamos escrever melhor sem beber das melhores fontes possíveis, os livros? Mas será que devemos ler só por entretenimento, por conhecimento, ou deveríamos buscar tipos específicos de leituras? Qual delas é a melhor para aperfeiçoar nossa escrita? Veja abaixo o que ler para um ser bom escritor “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde”. André Maurois Livros do gênero que você escreve É muito natural escrever sobre aquilo que gostamos de ler, mas nem sempre acontece. Eu, por exemplo, escrevo romances com carga de drama, mas meu gênero preferido está ali próximo ao thriller e romances policiais. Seja qual for o seu caso, saiba que é importante estar familiarizado com o que vem sendo publicado no seu nicho, ou seja, no gênero que você está trabalhando. Os motivos são vários: Ficar por dentro das tendências Entender o que o público espera de histórias desse gênero Conhecer outros autores e observar o estilo e técnica deles De maneira alguma você vai copiar o que os outros estão criando ou vai deixar de trabalhar aquele enredo incrível para escrever mais uma história, com a mesma temática, das vinte últimas que você leu. Nada disso. Os itens acima servem para você ter suas referências e não pisar em terreno estranho quando for publicar. Leia também 3 maneiras de aumentar seu vocabulário Livros de gêneros e formatos diversos Oxe, então eu tenho que ler de tudo? Basicamente, sim. Livros de outros gêneros e formatos podem estar em menor número na sua lista, mas eu considero de suma importância que você leia. Vou justificar com exemplos: Ler jornais e revistas: amplia o seu conhecimento, te mantém informado e ajuda você a situar melhor seus personagens em determinados contextos (se você pensa em desenvolver um personagem em uma cidade que você não conhece, por exemplo, ler os jornais locais auxilia nessa construção). Ler não ficção: não ficção não quer dizer necessariamente autoajuda, mas, se quiser, pode. Eu recomendo biografias, livros sobre criatividade e desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, etc. Se você se conhece melhor como pessoa, você pode criar melhor outras pessoas. Ler poesia, fantasia, ou outro gênero que você não está habituado a ler: seu repertório não será diversificado se você passar a vida inteira lendo a mesma coisa, escrita do mesmo jeito e com as mesmas temáticas. Entre em contato com outras narrativas, outros modos de contar histórias (contos, novelas), amplie o seu vocabulário e extraia o melhor disso tudo. Livros clássicos Clássicos não são clássicos à toa, certo? Livros que ultrapassam gerações conseguiram esse feito por algum motivo. São livros que costumam trazer visões diferentes sobre as questões do homem e do mundo, enredos criativos, debates importantes e uma profundidade de personagem e narrativa com a qual podemos aprender e levaremos para o nosso imaginário até o fim da vida. Conheça meus livros Provavelmente existe algum clássico dentro do seu gênero favorito, mas dê uma chance aos outros e diversifique ao máximo suas leituras. Uma boa proporção seria para cada três livros do seu gênero, ler um fora da sua habitualidade e um clássico. Não existe escritor antes de nascer um bom leitor. Se você não sabia o que ler para ser um bom escritor, agora pode montar suas listas de leitura seguindo as recomendações desse artigo e observar como isso se refletirá na sua escrita. Boa leitura! Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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Para Escritores

3 maneiras de praticar sua escrita

Escritores escrevem. Às vezes textos soltos, às vezes narrativas, às vezes poemas. E quando não há nenhum projeto de escrita em curso, praticam mesmo assim. Como? Veja 3 maneiras de praticar sua escrita. 1. Reescreva cenas Na rotina de escrita, alguns dias são mais produtivos do que outros. Nem sempre as ideias virão com força total e você pode se sentir desmotivado a dar continuidade a sua história. Em dias assim experimente reescrever cenas ou capítulos que você já sabe que não ficaram muito bons. Tenha calma, pois ainda não é sua edição ou revisão definitiva, mas uma maneira de praticar e ainda por cima trabalhar na melhoria da sua narrativa. 2. Adiante cenas Não quer mexer no já escrito? Que tal escrever aquela cena que você já pensou, mas ainda não chegou na vez dela na história? Isso acontece comigo o tempo todo, imaginar cenas futuras, ou finais, antes do tempo. Experimente escrever numa folha à parte e deixe aquela ideia já registrada. Leia também 3 dicas para escrever bons personagens YA 3. Faça exercícios de criação Exercícios de criação são a melhor maneira de praticar. Você é livre, o seu texto não estará preso a nenhuma estrutura e tudo que você aprender, ou aperfeiçoar, será benéfico para a escrita do seu livro. Algumas sugestões: Crie personagens Descreva objetos Elabore cenários Desenvolva sentimentos Elabore diálogos em diversos tons de voz (faça o mesmo personagem dizer algo em tom bem humorado, com raiva, com pena, etc) Crie sinopses de histórias que você gostaria de desenvolver Pense em um título aleatório e imagine uma narrativa que casaria bem com ele Escreva uma cena de luta e uma de amor Reescreva o final de algum livro que você não gostou Pense em histórias adaptadas de clássicos (uma espécie de fanfic) Pegue pessoas ao seu redor e escreva cenas delas em situações absurdas Um escritor deve estar o tempo todo praticando a sua atividade. Se você não tem um livro em curso, ou tem mas gostaria de experimentar outros textos, aplique as 3 maneiras de praticar sua escrita e observe os benefícios de exercitar mesmo quando não há um fim imediato. Como você pratica sua escrita? Gostou desse conteúdo? Faça parte da minha lista de e-mails e não perca nenhuma novidade indicates required Email Address * Que tipo de conteúdo mais interessa você? Para Leitores Para Escritores Ambos

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